segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Microtextos



MICROTEXTOS DO FÊICE.



A lógica geral de uma “coligação” progressista pressupõe alianças pontuais e circunstanciais com setores “de centro”, em torno de um programa mínimo emergencial, capitaneado pela esquerda DEMOCRÁTICA.
O “estado-de-bem-estar”, propriamente dito, seria uma possibilidade a ser atingida através de etapas paulatinas e graduais. O que não descarta os diferentes tipos de luta: greves, passeatas, panfletagens, desobediência civil, abaixo-assinados, piquetes, pressão direta, etc; mesmo após a vitória de um candidato de “centro-esquerda”.
É óbvio que, dentro de uma lógica etapista, democrático-popular “à esquerda”, o aspecto principal, o “nó górdio”, será o risco de que setores de “centro-direita” tornem-se hegemônicos dentro da “coligação”, e liquidem o programa “nacional-popular progressista”, NA PRÁTICA, como aconteceu com o governo Dilmista, lamentavelmente; (a famosa e invisível “ala direita do CNB”.)
Porém, num primeiro momento de junção de forças, é necessário atrair setores “centristas” em torno de uma estratégia que aponte para a implantação de um “estado-de-bem-estar” a MÉDIO prazo. Isso pressupõe a necessidade de hegemonia interna de setores de “centro-esquerda” e esquerda DEMOCRÁTICA dentro da coligação, ou frente ampla.
Portanto: os setores de “centro-centro” que optarem por entrar na coligação, fariam esse “entrismo” conscientes de que uma possível hegemonia da “centro-direita” seria barrada, ou neutralizada. Ou seja: aceitariam ficar “à reboque” de um programa nacional-popular “progressista”.
E eu não tenho como prever o futuro dessas coligações. Pode haver avanços paulatinos. Mas retrocessos nunca podem ser descartados "a priori". Sei apenas que, NO BRASIL, as "fórmulas" (bulas engessadas) bolchevique e anarquista não funcionam.



amor livre é uma quimera da década de 60. Não funciona na prática. Por um motivo bem simples: o ego e a posse sempre falam mais alto quando o assunto são os corpos bonitos. (ninguém divide beleza externa com ninguém). Esse papo de alguns machos dividirem formosura feminina com outros machos... não passa de uma conversa pra boi dormir: UMA TEORIAZINHA QUALQUER, QUE NÃO FUNCIONA NA PRÁTICA.
o amor romântico é eterno, e será sempre hegemônico; nunca será exceção. Não é um fenômeno datado, pois o “soft” das fêmeas é assim mesmo, é incuravelmente “cinderélico”, e é imutável (variam apenas as dosagens). Não acredito em mulher liberada, nem em casamento aberto, nem em macho desapegado (quando se trata de BELEZA EXTERNA NA FÊMEA). Todo esse papo de “amor livre” é quimera da década de 60.
Então é simples: pr’aqueles que ainda pregam “amor livre” ou “poliamor”, peço apenas que parem de tentar “vender” QUIMERAS. (só isso).
Quem é o vendedor de quimeras daqui?? SOU EU??



Na Psicologia Transpessoal, o amor romântico é uma variante de “sombra”. Ou seja: é um fenômeno muito perigoso; principalmente porque é altamente ilusório. Uma espécie de “simulacro purgatorial” (pressupostos falsos). E tem a capacidade de, com muita frequência, dominar e controlar o “eu individual”. E até muitas vezes “escravizá-lo”.
Segundo o Jung, o que está por trás do amor romântico é “ânsia de dominação” em ambas as partes. Mas essa “ânsia” é inconsciente, ou apenas semiconsciente. E é uma “força cega”.
Estamos falando, então, de uma disputa de dominação, que é mútua, recíproca, mas inconsciente. Estamos falando também de um fenômeno altamente ilusório; baseado em um simulacro: a crença de que o amor romântico não depende do quinhão de beleza externa na fêmea (quando se trata de emergir o desejo masculino). Na verdade, esse fenômeno, na maioria dos casos, também depende do quinhão de “poder” ou “prestígio” do macho, além do quinhão de beleza externa na fêmea.
No entanto, todos esses aspectos “periculosos” não devem levar-nos a concluir que o caminho a seguir seja a renúncia ao “amor romântico”. Até porque trata-se de um fenômeno bipolar. Ou seja: tem também um lado positivo, que é o “êxtase” do encontro e do apoio mútuo entre duas criaturas que se propõem a trilhar juntas um caminho cheio de “armadilhas” e “abismos”, já que esta “bipolaridade” traz em si a alternância entre paz e guerra, e essa alternância parece ser uma lei “cósmica”. Então é necessário que os dois “amantes” estejam num bom nível de autotranscendência e percepção da realidade, pra que o autogerenciamento seja capaz de, pelo menos, “neutralizar” os diferentes riscos que vão acontecendo neste caminho “pedregoso” (é um campo minado): e esta é uma tarefa muito difícil. Muito difícil mesmo.
É quase sobre-humana.



Sou a favor da anistia pra todo mundo. Para os militares e para os marxistas ortodoxos e ditatoriais também. Por mim, esta discussão sobre “revisão da anistia” já deveria ter sido arquivada definitivamente há muito tempo (quando tem objetivo vingancista e punitivo).
É melhor assim. Sem maniqueísmos mútuos nem vingancismos temerários. Embora eu continue defendendo apenas o levantamento histórico.
Vamos em frente. Quem olhar pra trás, vai virar estátua de sal. Vamos cuidar de costurar uma frente ampla, da esquerda DEMOCRÁTICA e da CENTRO-ESQUERDA. Os marxistas radicalóides e ditatoriais que venham à reboque. Ou não venham. E alguns centristas "à direita" também.
O povo brasileiro já deu mostras de que não quer o ateísmo marxista, nem a ditadura vermelha. Nem a ditadura militar, nem o capitalismo vampiresco.
A onda agora é o estado-de-bem-estar tupiniquim, a médio prazo.
E então, daqui pra frente, quem ultrapassar os limites da lei vai pagar um preço por essa ultrapassagem, seja o que for: juiz, deputado, militar, empresário, fazendeiro, artista famoso, jornalista, etc.
E quem olhar pra trás, com objetivos vingancistas, vai virar estátua de sal.



Não sou anti-semita. Nunca fui. Mas eu não apoio nenhum tipo de patriarcado “fascistóide”. Seja semita, seja islâmico, ou germânico, ou eslavo, ou chinês, védico, tártaro, brasileiro, etc, etc; (qualquer variante). Apesar da admiração sincera que tenho pela Cabala Esotérica.
Então não vou apoiar os palestinos contra os semitas. Ou o contrário. Nem os ateus chineses contra os gurus védicos. Ou o contrário.
Se o patriarcado “fascistóide” do Hamas é um “coitadinho” que precisa de apoio externo, eu também sou um “coitadinho” sertanejo que precisa de ajuda. Então morram lá, que eu morro cá. A vida é dura e cruel pra todo mundo. E também para os sertanejos, como eu, e não apenas para os “arameus” pobretões e palestinos oprimidos. Ou para o sistema-de-castas “incurável” da classe-média-baixa hindu. Ou para os “samaritanos” sofridos sob o patriarcado “verticalizado” de Netanyahu. ETC.
Javé é muito poderoso. É senhor de exércitos; e não precisa da minha ajuda. E Alá é mais poderoso do que Javé. Portanto os islâmicos “totalitários” não precisam do meu apoio (quando são “totalitários”; porque também há islâmicos democráticos.)
Brahma também é muito poderoso. O patriarcado eslavo também. E o “capitalismo-de-estado-ditatorial” chinês IDEM.
Então da próxima vez que articularem algum apoio aos pobres “totalitários” ou “neo-liberais” de qualquer lugar, não me procurem.
ME POUPEM.
Morram todos lá, que eu morro cá.
(já tem “fascistinha” e “neo-liberal” demais na minha vida:
se botarem mais um, eu explodo:
e incluo nesse raciocínio os fascistas “vermelhos” também.)



Há uma relação entre arte, androginia e “esquizoidia” (incluindo algumas variantes de misticismo artístico). Mas este é um debate tão “sanguinário”... que às vezes eu prefiro mudar de assunto.
Alguns artistas recusam-se a discutir esse assunto, porque não querem ser identificados como “transtornados” ou “andróginos”; ou “esquizóides”. E o velho neopositivismo costuma demonizar estes tipos específicos de artistas ou “místicos”. Quando não sugerem um internamento em “moedores de carne”; ou choques elétricos na cabeça; e nos... “óvos”.
Van Gogh era portador de um “distúrbio metabólico”. Munch era “esquizofrênico” e alcoólatra. Fernando Pessoa era provavelmente “esquizóide” (e era alcoólatra também). Bispo do Rosário era “paranóide”. ETC. ETC.
Desde o “Princípio da não-contradição”, aristotélico, que a “androginia” virou tabu; ou doença. E a síntese de “opostos” foi mandada para as profundezas do ... Hades, ou do Estige.
Mesmo após a OMS ter decretado oficialmente que “androginia” não é doença; (mas alguns psiquiatras normóticos e reacionários continuaram defendendo que a androginia é doença, após a decisão da OMS; principalmente quando há uma relação direta ou indireta com a bissexualidade.)
No caso específico da “esquizoidia”, na maioria dos casos, não há uma relação direta com “alienação mental”, propriamente dita (loucura PATOLÓGICA); mesmo quando ocasiona uma mediana insuficiência de desempenho administrativo (em casos específicos e “diferenciados”).
Enfim: há também problemas jurídicos relacionados com alguns diagnósticos equivocados; como é o caso, por exemplo, da diferença entre “esquizoidia” e “esquizofrenia”, uma diferença sutil onde a velha psiquiatria costuma derrapar, quando não consegue diagnosticar exatamente algumas “especificidades” diferenciadas (até certo ponto).
Atualmente, parece que este debate “sanguinário” começou a tocar fogo na “caixa d’água” outra vez. Mormente quando se trata de disputas ideológicas e epistêmicas envolvidas “indiretamente” com essa questão espinhosa.
E eu não estou conseguindo dormir com um barulho tão grande. Desconfio seriamente que eu vou precisar tomar “faixa preta” pra conseguir dormir.
EU, HEIN ??



“arte pela arte” é uma armadilha “ideológica” em que muita gente boa já caiu. Pois tudo é ideológico, no frigir dos ovos. Toda estética tem um fundo ideológico, mesmo que o próprio artista não queira que tenha.
Reconheço que a relação entre arte e ideologia foi sempre uma relação infernal; e que a ideologia é mais poderosa do que a arte. Mas há também artistas que recusam-se a abordar as relações de poder (ou as relações de produção), e os mecanismos de dominação, na sua arte, por esperteza existencial ou por cooptação propriamente dita. Uma vez que está preocupado principalmente com o sucesso, a fama e o dinheiro. Está afundado num egotismo horroroso. Então usa alguma variante de “arte pela arte” pra evitar uma abordagem politizada “à esquerda”. Alguns chegam inclusive a desenvolver variantes “escatológicas” despolitizadas, pra disfarçar a cooptação ideológica. Por esse caminho, alguns chegam a defender uma posição semelhante à “merda pela merda”: o que seria também uma variante de “arte pela arte”, já que a anti-estética é também uma estética.
Quando eu falo em arte “engajada”, não estou falando de prioridade para a ortodoxia marxista ou para o anarquismo radicalóide. Estou falando de “senso crítico” (social ou existencial), e “ampliação perceptiva”. Mas não prioritariamente calcados nesta ou naquela ideologia “unilateral”. Ou melhor: é possível ser politizado sem ser panfletário.
E também o seguinte: eu mesmo nunca me posicionei contra as experimentações no formato, no estilo, na linguagem, na estética, etc. Pelo contrário: sempre lutei por liberdade individual e distribuição de renda. Mas confesso que me preocupo mais com o leite das crianças do que com o “auge individual” dos semideuses do estilo e da forma.

(projetar é fácil.
Difícil é morder o próprio rabo.)



É preciso diferenciar assédio e sedução. Até porque a mulher pode optar por permitir a sedução, mas não o assédio “selvagem”. E neste caso vai ser extremamente necessário a fêmea aprender a lidar com o seu inimigo interno (o amor “cinderélico”, quando é o caso). Além de neutralizar as artimanhas dos machos dominadores, que são aves de rapina que devoram a beleza externa feminina.
(machos não amam. Devoram.)
Se a fêmea não for capaz dessa gerência dupla (dentro e fora), sua beleza externa será devorada pelo macho e por seu próprio inimigo interno feminino: o amor romântico “cinderélico”, como uma variante de Sombra Coletiva. Será derrotada pelo outro e por si mesma. E a ilusão do romantismo “cinderélico” será fatal.
Infelizmente, ainda são muitas as mulheres que esperam por um macho “provedor”, no formato de um “príncipe encantado”, ou assemelhado.
Mas essa cruel realidade, que continua atual, não justifica nenhum tipo de assédio “selvagem”, obviamente. Quando é “assédio propriamente dito”, e não sedução sutil, incluindo o assédio moral. E a punição deve ser dura, QUANDO O DELITO FOR CLARAMENTE COMPROVADO.
Outro aspecto bastante complicado dessa guerrinha é que ela, geralmente, é travada em torno de detalhes “existenciais” muito difíceis de serem “enquadrados” juridicamente. E então tudo se transforma numa “briga de foices no escuro”:
Um campo de batalha no escuro, onde a misoginia e a misandria entredevoram-se, e fica dificílimo detectar onde cada detalhe pode ser enquadrado juridicamente.
DURMA-SE COM UM BARULHO DESSES.



Nunca recomendei o autodidatismo pra nenhum estudante.
Falando sério: autodidatismo é recomendado apenas para quem é ESTRITAMENTE VOCACIONADO. E na nossa guerrinha “epistêmica” tem também os riscos na luta pela sobrevivência. Então a decisão mais lúcida seria mesmo encarar a “via crúcis” da educação formal. E usar o “canudo” como vantagem nas disputas pela sobrevivência.
No entanto, a História Humana está cheia de casos de autodidatas famosos e altamente competentes nas suas áreas específicas: Einstein, Santos Dumont, Sócrates, Bill Gates, Le Corbusier, Maiakovski, Jimmy Hendrix, Machado de Assis, Woody Allen, Leonardo da Vinci, etc.
E tem outra “casca de banana” nesse buruçu: as limitações ideológicas e culturais das academias e universidades. Pois as relações-de-poder, as “obtusidades” de certos egos doutorais e as disputas por cargos e “verbas” costumam trazer como conseqüência algumas barreiras e limitações para o avanço da percepção ampliada e para novas descobertas no campo do conhecimento em geral.
Então é necessário que algumas áreas continuem aceitando e apoiando o autodidatismo. Por exemplo: música, artes plásticas, filosofia, política, cinema, literatura, teatro, mecânica, etc.
Mas é verdade que a maioria das áreas não são aconselháveis para o autodidatismo, pois são extremamente difíceis de serem assimiladas exclusivamente por esforço pessoal não-acadêmico.
Porém se todas as áreas, do conhecimento e das artes, fossem “proibidas” de apoiar autodidatas, então certamente a humanidade perderia muito no campo da criatividade artística, filosófica, científica, etc.
Pois é.



Identificar-se com bandidos (propriamente ditos) é um equívoco intuitivo que alguns artistas transgressores cometem com uma certa freqüência.
Certamente, este equívoco decorre da situação de pobreza, ostracismo e discriminação que alguns desses artistas sofrem no seu dia-a-dia. O que faria com que estes acabem se identificando com todos os que estão à margem do Poder Estabelecido. E às vezes a aproximação mútua é inevitável.
Numa situação dessas, é “natural” que alguns jovens rebeldes e artistas transgressores passem a acreditar que algum tipo de “vinculação” com algum grupo “fora-da-lei” seja uma forma de questionar e enfrentar o reacionarismo político e o conservadorismo existencial. E isto é um grave equívoco intuitivo.
Num raciocínio semelhante, o “suicido branco” poderia ser visto também como uma maneira de questionar a “normose” estabelecida. O que é também outro equívoco, pois a “autodestruição gradual” de jovens rebeldes interessa aos esquemas de dominação da burguesia “normótica”.
E então é preciso identificar EXATAMENTE quem é e quem não é bandido (propriamente dito). Ficar atento aos pequenos detalhes que podem ajudar nessa identificação, nessa diferenciação que, frequentemente, mesmo em mínimos detalhes, leva a tantas deturpações e perseguições ideológicas de jovens que, até certo ponto, estão à margem dos domínios do Poder Estabelecido.
(Não sou bandido. Sou poeta.)



As divisões internas dentro dos partidos é um assunto que precisa ser esmiuçado mais detalhadamente, com muito cuidado. Principalmente as mudanças no campo majoritário de cada partido. Mas também a composição interna das coligações partidárias circunstanciais.
É preciso fazer uma crítica "lúcida" das limitações ideológicas e programáticas do campo majoritário petista, mas sem precipitações radicalóides e divisionistas.
Afinal, o voto em Lula, ou outro candidato petista, NO SEGUNDO TURNO, é um voto que pode ajudar a "atenuar" os excessos da barbárie neo-liberal, o que seria importante pra evitar maiores "misérias" no contexto atual, circunstancialmente, enquanto reaglutinamos nossas forças para maiores enfrentamentos futuros.
Se a extrema-esquerda, (leninista ou anarquista), ataca PRIORITARIAMENTE o PT, como um todo, então isso é uma grande burrice na tática, e interessa também à burguesia, pois a esta também interessa evitar qualquer possibilidade de implantação de um "estado-de-bem-estar" no Brasil, mesmo que a médio prazo, através de uma frente ampla "nacional-popular", progressista, ou algum acordo para o segundo turno, entre a esquerda democrática e a centro-esquerda propriamente dita.
E também o seguinte: a eleição de um candidato "progressista" não implica que a luta em geral vai parar.
Pelo contrário: os diferentes tipos de luta nunca vão parar; seja qual for o tipo de governo eleito.
Então posso dizer que, dentro de uma lógica geral de “frente ampla” e estratégia etapista, ou um acordo para o segundo turno, como tática circunstancial, o CNB participaria, sim, dessa suposta “frente”, ou de um acordo para o segundo turno (mesmo que a “ala direita” do CNB continue tendo muita força dentro do PT). Pois deixar de fora esta corrente interna petista diminuiria bastante as “aglutinações” circunstanciais, o que teria como uma das conseqüências o aumento das divisões internas da esquerda em geral: aumentando também a fragilidade dessa mesma esquerda.




O CAOS COMO ATALHO PARA A TOMADA DE PODER.
A degeneração na economia é uma estratégia para facilitar um “assalto” ao poder, premeditada pelo capitalismo pós-industrial. A crise política, no Brasil, tem mais influência no degringolo da situação atual do que a crise especificamente econômica, que também existe, mas começou nos EUA com a tão badalada especulação imobiliária e financeira, e depois espalhou-se para os outros países, num tipo de efeito dominó. E há uma crise ambiental também.
Porém a crise POLÍTICO-ECONÔMICA, no Brasil, planejada por antecipação pelos capitalistas vampirescos, através do Plano Atlanta, foi usada, sorrateiramente, pra fragilizar os governos petistas, impedindo a aprovação de medidas econômicas “PROGRESSISTAS” (de centro-esquerda); e assim acusar os governos petistas de incapacidade política e administrativa, catalisando a fragilidade da situação, e usando-a como desculpa pra implantar medidas de cunho neo-liberal e vampiresco. E depois acusar o governo de querer fazer o que os neo-liberais planejaram implantar. É uma tática quase fascista.
Relembrem que essa tática é típica do mundo fascistóide: acusar os outros de fazer o que eles, os fascistinhas ou neo-liberais, já estavam planejando "por debaixo dos panos". E lembrem também que o golpe militar no Chile de Allende começou com uma greve de caminhoneiros, seguida de desabastecimento e caos; mas tudo já havia sido planejado detalhadamente pela CIA, FBI e Pinochet..
E assim a miséria generalizada, ou o CAOS, ou uma extrema concentração de renda, ou uma deflação artificial, podem ser usados como “desculpa” para a articulação de algum tipo de golpe: militar, jurídico, financeiro, civil, fascistóide, etc. É uma tramóia funcionando capciosamente, "veladamente", num primeiro momento, até a emersão indisfarçável num segundo momento, quando as forças "progressistas" (de centro-esquerda e esquerda democrática) já não teriam capacidade para resistir ao referido cerco “prolongado”. E então a alta burguesia "fascistóide" pode aparecer como salvadora da pátria, com um discurso de “novo capitalismo” ou neo-fascismo, disfarçados de esquema NACIONALISTA, como solução para o “CAOS” que ela mesma premeditou sub-repticiamente; e depois aplicou cinicamente...
Então aqui já estaremos no auge da decadência vampiresca ultraburguesa "ditatorial", ou de uma barbárie neo-liberal indescritível e sem par.
Pois é.
Fiquem bem ligados, garotos. Com as orelhas bem em pé.
E os olhos arregalados: girando pra todos os lados. Pra cima e pra baixo.
Ultra-antenados.
Tá ligado??



A caridade tem a sua importância, principalmente em momentos de barbárie sócio-econômica.
Mas tem gente que faz caridade para não fazer transformação social. A maioria desse pessoal “caridoso” é politicamente “à direita”. Ou um centrismo político qualquer; quase neo-liberal.
E está fazendo, na verdade, uma massagem no ego. Está “escapando” da luta-de-classes, e do combate ideológico. É um tipo de covardia esperta. E às vezes implica em cooptação ideológica propriamente dita. Sorrateira. Capciosa.
Pra mim, no meu entender, a luta política por transformação social é uma forma superior de caridade. Uma doação extraordinária; pois implica em muitos riscos na luta por distribuição de renda, expansão do senso crítico e da liberdade individual.
Então é preciso ir além dos limites estreitos das meras esmolas, e fazer transformação sócio-econômica profunda; distribuindo renda, conhecimento, terra, poder, etc. Ao invés de ficar apenas doando restos e esmolinhas, como se isso fosse o auge da evolução espiritual.



Os “intelectuais” que atacam algumas manifestações populares, EM SI MESMAS, ao invés de atacarem o meio social e o ego individual, estão cometendo um erro de “pontaria”.
Vou citar três exemplos: carnaval, futebol e forró.
A realidade contextual de cada uma destas manifestações populares resulta da realidade contextual do meio social e do ego individual (das influências do meio e do ego). Sendo assim, para modificar aspectos negativos de cada uma, seria necessário modificar, antes, o meio social e as limitações perceptivas do ego individual. Portanto: não se trata de extinguir nenhuma destas manifestações culturais; mas sim trata-se de introduzir a “visão crítica” dentro da “identidade étnica” e cultural; obviamente. E não “dissolver” a identidade étnica e cultural.
Se o forró, por exemplo, não tem um viés crítico nas suas letras, ele torna-se uma manifestação cultural “empobrecida”, e estará reproduzindo as limitações perceptivas da coletividade, embora o seu lado especificamente melódico tenha muita criatividade.
Se o carnaval e o futebol são usados para descarga emocional e lucratividade comercial, a realidade social e psicológica está influindo nessas características contextuais, que podem ser modificadas se a realidade do meio e do ego também for modificada.
Futebol é a arte-da-bola. Forró também é arte. E o carnaval também tem seu lado artístico.
Então o problema não é a arte EM SI MESMA, mas sim as influências do meio e do ego sobre a arte.
Não é mesmo??



Ninguém, em sã consciência, vai defender o consumo de carne vermelha ou enlatados.
Mas é preciso lembrar, sempre, que a liberdade individual está, também, inserida nesta discussão. E quem quiser comer carne, tem democracia e liberdade pra fazer isso; (o direito ao contraditório.)
E há outro problema com o vegetarianismo radical: a carne vermelha também tem suas funções dentro do organismo; principalmente na bioquímica cerebral (proteínas cerebrais), além de aminoácidos e compostos nitrogenados que auxiliam o sistema imunológico e o fortalecimento dos músculos.
Mais um problema: o vegetarianismo “totalitário” resulta, frequentemente, na demonização total da carne vermelha, o que é uma postura maniqueísta e dicotômica. Sem falar nos pendores “fascistóides” do patriarcado védico vegetariano, e seu sistema-de-castas insolúvel, na prática. Isto quer dizer: a pulsão-de-poder não depende do uso de carne ou verdura: ela pode manifestar-se excessivamente em vegetarianos ou onívoros.
E eu reafirmo o meu direito de ser ONÍVORO, mas estou de olho na minha pulsão-de-poder; tou fazendo meus sinceros esforços de autogerenciamento. E cada um que administre suas dosagens e suas freqüências, sem demonizar as opções alheias. E sem querer instalar nenhuma espécie de totalitarismo, ou ditadura “alternativa”, ou “ecoxiismo”.
Pois é.
Eu, hein??



A proposta de castração química para pedófilos e estupradores é, realmente, necessária e urgente; e este seria um “extremismo” justo. Pois são tantos os casos graves e hediondos que, nestes casos, a castração química pode ser considerada uma punição “mediana” (nos casos mais hediondos). Já que há muita gente propondo prisão perpétua, além da castração; e até pena de morte, conforme o nível de hediondez. (a confirmação jurídica da condição de crime inafiançável já é consenso entre a maioria da população.)
No caso do “feminicídio”, propriamente dito, eu acredito que a pena de morte deveria ser analisada como uma possibilidade, pra fazer justiça contra assassinatos “imperdoáveis”. Mas tudo deveria ser feito dentro dos trâmites legais, mantendo-se o direito ao contraditório e à presunção de inocência.
No entanto, uma vez provada a hediondez do ato criminoso, eu acredito que a punição deva ser a mais dura possível. Pra que sirva de lição para outros assassinos, pedófilos, estupradores, meliantes, etc.



censura não é comigo.
porém...
NA VIDA REAL, é preciso aceitar algumas limitações;
e a liberdade total é um factóide (NA VIDA REAL).
Mas NA ARTE, tudo bem, é possível a liberdade total, desde que aceitemos a classificação por faixa etária, e os locais específicos para maiores de 16 anos; (no entanto, eu ainda defendo a progressividade nas penas, conforme a idade e a hediondez.)
Meu negócio é ganhar as mentes e os corações; e não censurar: incluindo neste raciocínio, TAMBÉM, a ditadura vermelha dos ateus marxistas-leninistas e do neopositivismo "BEHAVIORISTA".
(sou esquerda ecumênica, e não fundamentalismo bíblico, ou ateísmo totalitário. E a minha democracia tem distribuição de renda e liberdade individual.)
Tenho dito. E repetido.



CNB (Construindo um Novo Brasil) é a corrente interna majoritária dentro do PT.
Em meados da década de 80, chamava-se “Articulação para a Unidade na Luta”, e era hegemonizada, naquela época, por setores da ESQUERDA DEMOCRÁTICA E DA CENTRO-ESQUERDA. Mas tinha também alguns “marxistas-leninistas”. (é a corrente interna de Lula e Dilma.)
Atualmente, parece ter sido hegemonizada por setores “de centro”: alguns pendendo pra centro-direita, e outros pendendo pra centro-esquerda. Os “marxistas-leninistas” parecem ter sumido, ou estão escondidos.
Mas o negócio é o seguinte: é muito difícil, mas muito difícil mesmo, identificar, dentro dessa “corrente”, quem é EXATAMENTE de centro-direita ou de centro-esquerda. É um tiroteio no escuro, onde todo mundo está vestindo roupas pretas. Queria eu ter alguma certeza neste caso. É quase-impossível.
Então eu não posso dizer, com certeza, por exemplo, que Dilma é da “ala direita”, e Lula é da “ala esquerda”. Posso apenas dizer que, dentro de uma lógica geral de “frente ampla” e estratégia etapista, seria burrice querer impedir que o CNB participe dessa tal “frente”: suposta “frente ampla de esquerda democrática e centro-esquerda” (ou um acordo para o segundo turno). Como tática circunstancial.
Isso quer dizer que: eu poderia votar ou não votar em candidatos ligados ao CNB (ou seus aliados). Daí que eu preciso selecionar conforme cada caso: avaliando individualmente cada candidato conforme sua trajetória e sua posição ideológica, mas dentro de uma lógica geral de estratégia etapista e frente ampla.
Na relação entre tática e estratégia, atualmente, NO BRASIL, seria realmente burrice deixar de fora dessa suposta “frente” ( ou de um acordo para o segundo turno), a tal corrente interna conhecida como CNB (famosa e invisível); pois isso diminuiria bastante as “aglutinações” circunstanciais, o que teria como uma das conseqüências o aumento da fragilidade da esquerda em geral (no contexto atual); principalmente por conta das divisões internas aprofundadas no campo amplo da esquerda DEMOCRÁTICA (incluindo a "centro-esquerda").



Colocar densidade crítica dentro do estilo coloquial “bem costurado”: eis o TABU eterno que a herança acadêmica sempre procurou evitar, e sempre fez o possível e o impossível pra evitar isso: impedir que setores populares avancem no quesito da “expansão da consciência” e da “visão crítica”, seja esta existencial, ideológica, sócio-econômica, epistêmica, etc. (qualquer desculpa serve: inclusive desculpas especificamente estéticas ou “espirituais”.)
No entanto, atualmente, eu não defendo uma hegemonia de determinado estilo ou “episteme” contra os outros estilos e “epistemes”, sejam qual forem. Porque, com o tempo, descobri que as simbioses e sinergias entre diferentes campos da arte e do conhecimento são mais importantes, e mais frutíferas, do que a hegemonia “total” de um deles sobre os outros, seja este qual for.
Porém, mais uma vez, é necessário ressaltar que a “ideologia” está sempre por trás da estética. De qualquer estética.
A meu ver, o Marx “provou” que a ideologia sempre vem antes da estética. Que é sempre a ideologia que manipula o estilo e a estética, “por trás”, antes de mais nada: às vezes inconscientemente.
Mas tem também o seguinte: LIBERDADE TOTAL, NA PRÁTICA, é um factóide. Que às vezes é defendido, equivocadamente, por setores “extremistas” e “autodestrutivos” da herança contracultural, ou assemelhados. No caso da literatura, por exemplo, seria necessário colocar na capa do livro o aviso da faixa etária.
Na VIDA REAL, é necessário que haja limites ao lidar com “o outro”.
NA VIDA REAL. E não na ARTE.
OK ??



Em tempo de crise cíclica do capitalismo vampiresco, ...
tragam primeiro o meu pirão, o filé de bode e o arroz “à grega” (também um pedaço grande de pudim, uma latinha de coca-zero, etc...)
E só depois... os egotistas comecem a preparar outro pirão corporativista e egótico.
Mas eu reconheço que o corporativismo e o egotismo dominaram, NO MÍNIMO, 90 por cento das diferentes categorias de trabalhadores, e pobres em geral (o povo também tem defeitos: não é apenas a burguesia que tem defeitos.)
E então mil e uma subdivisões egóticas, corporativas e tendenciosas aparecem; enfraquecendo cada vez mais o campo da esquerda em geral.
porém...
A CRIATURA HUMANA É “BIPOLAR”; e os contrários se alternam e se misturam numa mesma bipolaridade: isso faz com que a esperança, por mínima que seja, como o outro lado da mesma bipolaridade, NUNCA MORRA TOTALMENTE. (parece “fogo de monturo”, como dizem os sertanejos.)
ou melhor: às vezes alterna e às vezes mistura-se, imprevisivelmente.
E os esforços pessoais, para evolução da consciência e da visão crítica, por mínimos que sejam também, de vez em quando acontecem, imprevisivelmente; e começam a aumentar, como “fogo de monturo”. E neste momento, quem começa a diminuir e recuar é o pessimismo conformista, o anarco-individualismo “à direita” e a cooptação fingida (“às avessas”).
Pois é.
Quem diria.



Vamos admitir que, no caso do sentimento de culpa, a saída mais inteligente não é tentar extinguir a “pulsão” de culpa, uma vez que as “repressões” mais aprofundadas costumam gerar diferentes tipos de neuroses, ou até mesmo alguns casos de histeria. Sem falar no risco de somatizações. Talvez uma forma de administrar razoavelmente esses “impulsos”, incrustados nos abismos cromossômicos e sub-conscientes, seja a velha fórmula freudiana da “autossublimação não-repressiva”, um mecanismo mental extremamente difícil de ser conseguido e consolidado, mas que não chega a ser sobre-humano. Dessa forma, poderíamos “administrar” interiormente diferentes dosagens do impulso de culpa, de maneira minimamente nociva, nos diferentes contextos e fases de nossas vidas, já que ele, o impulso, não deixa de ter alguma função dentro do jogo multifacetado entre os genes e memes, lá nas funduras do inconsciente coletivo, interligado, de um jeito ou de outro, aos inconscientes individuais atormentados por fossas abissais decorrentes das inúmeras estripulias do ego dos símios humanóides.
mas...
Guarde o sapatinho de cristal para a próxima “rêive” desmiolada, cara pálida. Pois, por enquanto, o que tem caído sobre os “quengos” de nossa brasilidade são os encargos purgatoriais de culpas engessadas e profundas, indissolúveis, borbulhando nos nossos genes e memes como monstrengos antiquíssimos e inexplicáveis que ficam eternamente à espreita do menor deslize de nossa parte, pra sugar até a última gôta de nossas hemácias, se a gente vacilar no delírio “profético” ou no sonho de boca aberta.
E ainda tem um monte de burguesinhos neo-fascistas ou neo-liberais pra bombardear o juízo fraco das massas desorientadas e entorpecidas por pregações midiáticas cotidianas e “luciféricas”, querendo fazer-nos acreditar que toda a culpa é nossa, e não deles, esses fedentinos e antiquados burgueses gananciosos do peito oco.
Eu, hein??
Oh, minha culpa,
minha máxima culpa.



Infelizmente, o povo também tem defeitos.
Não é apenas a burguesia que tem defeitos. Mas a extrema-esquerda parece não ver esta verdade cruel; ou finge não ver.
Eis algumas dessas falhas: imediatismo egótico, apego aos genes, assistencialismo cooptado, compadrio interesseiro, covardia esperta, preguiça mental, fingimento venenoso, etc. Mas qualquer ser humano pode padecer desses defeitos: isto não é “prerrogativa” EXCLUSIVA de uma parte do povo brasileiro.
E é preciso ressaltar que, se a extrema-esquerda tem dificuldade para investigar esse fenômeno (ou se recusa a investigar), então a burguesia aproveita pra fazer suas manipulações ideológicas e culturais. Como é o caso de quando ela enfatiza aspectos secundários como se fossem aspectos principais: a velha tática de evitar a abordagem detalhada das relações-de-produção e dos mecanismos-de-poder.
Outro detalhe escabroso é o fato de que muitos dos que são vistos como vítimas ingênuas, estão, na verdade, fingindo que são ingênuas: é o caso dos matutos espertos que fingem que são “imbecis”. Aquela velha história de se fingir de morto pra comer o cu do coveiro. Mas aqui já estamos na área específica da “malandragem”. O que exigiria uma abordagem específica.



A degeneração progressiva de poderes estabelecidos é um fenômeno sombrio que a esquerda marxista ORTODOXA nunca gostou de encarar. Até porque o problema não é apenas com o “stalinismo”, ou assemelhados; pois há também alguns imbróglios com o “estado-de-bem-estar”; e até com o anarquismo “clássico” e a contracultura.
Não é somente a ortodoxia marxista que pode transformar-se em “fascismo vermelho” (mormente na variante stalinista ou algo semelhante).
Os anarquistas também podem chegar a exercer poder “excessivo”, como foi o caso do exército de Nestor Makno, na Ucrânia e no sul da Rússia.
E a “socialdemocracia-DE-ESQUERDA”, às vezes, transforma-se numa “centro-direita qualquer”, bem pertinho do neo-liberalismo propriamente dito, como foi o caso da “ala direita do CNB”.
Portanto: esta referida degeneração progressiva precisa ser investigada com muito cuidado, mapeando detalhadamente, sem precipitações estratégicas, nem filtrações ideológicas específicas; e também sem jogar merda no ventilador de TODOS os nossos inimigos ideológicos e existenciais.
É necessário e urgente usar uma visão ampla, detalhada e honesta. Mas sem generalizações precipitadas, nem filtrações específicas antecipadamente.
(é isso. Resumidamente.)



CONTRA O DESARMAMENTO

Os defensores apaixonados do pacifismo absoluto parecem incapazes de perceber (ou fingem não perceber) que a paz absoluta é uma quimera impossível de efetivar-se aqui na Terra (talvez seja possível em outros planetas mais evoluídos, em outras paragens siderais; mas aqui na Terra não é possível). A violência, a vontade de poder, a ânsia de dominação, etc, são dados inextirpáveis da nossa condição terráquea. Resta-nos apenas administrar dosagens em diferentes contextos. Dosagem zero de violência é uma ilusão (aqui na Terra). Portanto, está equivocado o próprio ponto de partida "filosófico" dessas campanhas pela paz e pelo desarmamento. Sem a percepção/observação do “Mal” dentro e fora de cada um, encontraremos apenas "iluminação" ingênua, ou cairemos em inúmeras projeções (projetar é fácil). Às vezes nem tão ingênua assim, uma vez que em algumas ocasiões os pacifistas absolutos são, na prática, cúmplices sub-reptícios de poderes estabelecidos os mais diversos (vejam o caso do sistema de castas hindu); e essa cumplicidade pressupõe vinculação, mesmo que indireta, com uma certa dosagem de violência exercida por qualquer espécie de governo (ninguém exerce um quinhão de poder sem exercer um quinhão de violência, direta ou indireta, explícita ou implícita; e aí o pacifismo “ingênuo” não vê, ou finge não ver, esse quinhão).
Eu não vejo outra saída mais “razoável” para a realidade concreta aqui da Terra (da condição humana). Que aprendamos a administrar/gerenciar as dosagens de violência que as diferentes realidades nos impuserem. Agora vem a parte mais complicada: de tudo o que eu disse, deduz-se, obviamente, que os cidadãos da banda boa do povo devem juntar forças com a banda boa dos militares para o combate contra a bandidagem, mas também contra a banda podre da área militar e a exploração do homem pelo homem, até onde isso for possível. E aí, é claro, deveria haver uma troca de conhecimentos de defesa (em geral), e de conhecimentos de autocontrole e auto-regulação (em geral), bem como a transformação (mesmo que gradual) de aspectos negativos no nível social e dentro dos quartéis (o que pressupõe cidadania para soldados, cabos e sargentos, além da melhoria salarial e da infraestrutura das forças armadas em geral). Tudo isso pode parecer quimérico e irrealizável; mas, para a realidade concreta do planeta Terra, eu não vejo outra saída mais razoável do que essa.
Pois é.
Pois pois.



A diferenciação entre marxismo ORTODOXO e marxismo HETERODOXO é uma diferenciação que ainda permanece como difícil de ser realizada. Principalmente pra quem tem um perfil mental de “cabeça-de-bula”, ou determinadas limitações perceptivas. Ou até mesmo em alguns casos de “canalhice” ideológica (quando é o caso).
Um bom exemplo desse “labafero” cultural é a ensandecida disputa ideológica em torno do conceito de “ditadura do proletariado”. Que é, inclusive, um conceito que o Marx deixou “incompleto”: apenas rascunhou alguns textos sobre o assunto, deixando a conceituação cheia de lacunas em alguns detalhes específicos. Mas os herdeiros de Marx cuidaram de desenvolver uma variante ditatorial. Um totalitarismo ideológico sanguinário; em diferentes variantes: stalinista, maoísta, cubana, coreana-do-norte, albanesa, leninista, etc. Ou seja: um trambolho ditatorial “eterno”; ao invés de uma “fase de transição”, que seria “muito dura” contra a burguesia em geral, mas provisória, enquanto se fizesse necessária para consolidar um tipo de poder “transtório”
No século 21, esta proposta,no formato DITATORIAL E TOTALITÁRIO, está, cada vez mais, perdendo adeptos; inclusive no próprio campo do marxismo em geral. Porém ainda existem muitos “militontos”, com um pendor ditatorial na “persona”, que insistem em continuar defendendo, como uma bula inquestionável, esse conceito antidemocrático como uma variante de poder “vermelho”.
Há casos em que algumas pessoas confundem “estado-de-bem-estar” com “ditadura-do-proletariado”. Seja por limitação perceptiva, personalidade ditatorial ou canalhice ideológica propriamente dita (conforme cada caso específico).
Então é preciso deixar claro, de uma vez por todas: “estado-de-bem-estar” é REPÚBLICA com distribuição de renda e liberdade individual. Não é DITADURA VERMELHA. É uma variante de estado-de-direito “à esquerda”. Um tipo de democracia com justiça social e liberdade de idéias.
A ditadura “vermelha”, ou “ditadura do proletariado”, propriamente dita, é também diferente de algum tipo de “presidencialismo duro”, desde que este esteja no formato de um “estado-de-direito”; ou melhor: em algum formato “republicano” eleitoral; porém “duro”. O que parece ser o caso dos presidencialismos “bolivariano” e russo (no momento atual); embora estes estejam, a cada dia que passa, evidenciando-se como ditaduras disfarçadas, NA PRÁTICA (através de processos eleitorais: tipificados como esquemas democráticos através do jogo eleitoral, uma vez que o povo tem o direito de decidir a quantidade de reeleições de um mesmo candidato, seja qual for esta quantidade.)
Quem decide é quem paga ingresso.
Pois é. Tem sido assim.
Nas democracias, quem decide é a maioria.
Porém...
eu não defendo "meios ABSOLUTAMENTE pacíficos".
Não é EXATAMENTE isso.
Estou defendendo a criação de uma Força Popular, com poderes de polícia e guerra.
E o enxugamento de 30% das "forças armadas tradicionais".
MAS ISSO SERIA PRA DEPOIS DA ELEIÇÃO. (seria, portanto, uma proposta dentro da legalidade, mas por decreto: o que não impede que aconteçam modificações através do Congresso Federal.)
* e dentro dos quartéis, a educação precisa ser uma educação para a CIDADANIA;
e não para o fascismo ou o neo-liberalismo.
* a burguesia tem medo da violência que faz transformação social. E há pacifistas que são cúmplices indiretos dessa mesma burguesia (ou cooptados, propriamente ditos.)



Há vários tipos de escapismos (eu não precisaria repetir isso).
Há, por exemplo, quem escape “de fora pra dentro”. Ou o contrário: “de dentro pra fora”.
Da periferia para o centro. OU o contrário: do centro para a periferia. ETC.
No entanto, dentro-e-fora são lados de uma mesma moeda. Apenas os lados se alternam e se misturam, eternamente, desde o Big Bang.
Trimegisto dizia assim: “o que está em cima é como o que está embaixo”.
E eu digo assim, parodiando: “o que está dentro é como o que está fora”.
Portanto: não há para onde fugir ou escapar. Por um motivo bem simples: para onde fores, teu “ego” irá contigo. Mas a bronca pesada mesmo é que a “Sombra Coletiva” está sempre “por trás” do “ego individual”, manipulando-o, imperceptivelmente, em 95% dos casos.
Não estou querendo negar que mudanças “forçadas” nas “relações-de-produção” poderiam atuar como “catalisadoras” de mudanças “subjetivas” e “mentais”, TAMBÉM.
Estou apenas argumentando que os diferentes tipos de escapismos podem influenciar, indiretamente, sérias limitações no campo da expansão-da-consciência e da distribuição de renda.
POIS É.



Há muito tempo que a minha posição em relação ao marxismo ortodoxo é a seguinte:
assimilar os acertos e neutralizar as falhas. Mapeando os aspectos positivos e os aspectos negativos.
Mas esse movimento mental, que a princípio parece relativamente fácil, na verdade é um mecanismo mental extremamente difícil e perigoso. Por vários motivos.
Por exemplo: os marxistas ortodoxos recusam-se terminantemente a reconhecer as falhas do velho marxismo. E os neo-liberais recusam-se terminantemente a reconhecer qualquer aspecto positivo no marxismo em geral. É maniqueísmo mútuo e dicotomia sanguinária até altas horas. (sai de perto)
Outro imbróglio terrível é o fogo cruzado que a centro-esquerda e o etapismo socialista agüentam ao ficarem “imprensados” entre o neo-liberalismo e a ortodoxia marxista: literalmente suportando o insuportável. E aqui é realmente necessário enfatizar um detalhe fundamental: ETAPISMO NÃO É REFORMISMO. Por um motivo bem simples: o reformismo tem um limite claro, assumido publicamente. E o etapismo não descarta a possibilidade de ir além dos limites do “estado-de-bem-estar”; quando é possível dar mais um passo além; dentro de uma lógica geral de avanços graduais e paulatinos, a depender das relações-de-força concretas em cada contexto específico. Com os pés no chão; sem sonhos inexeqüíveis nem radicalismos infantis.
E tem a parte epistemológica também. Onde os dois referidos lados antagônicos derrapam clamorosamente.
Um deles não faz outra coisa a não ser repetir as ladainhas vampirescas do pseudo-cientificismo econômico do Consenso de Washington e do Plano Atlanta: altas maquiagens ideológicas pseudo-científicas pra justificar a concentração de renda,  a subnutrição infantil e a vampirização das riquezas naturais.
O outro não consegue desapegar-se de uma bula engessada na segunda metade do século 19 e início do século 20. E então fica acreditando piamente que é possível repetir a experiência bolchevique no Brasil, ou implantar a autogestão generalizada a curto ou médio prazo.
(não conseguem botar os pés no chão: nem a pau, seu Juvenal.)
Atualmente já tem gente manipulando ondas escalares, energias sutis, entrelaçamentos quânticos, drones fuderosos; porém os “marxistas ortodoxos” e os “positivistas lógicos” continuam estagnados epistemologicamente no século dezenove: apegados a uma "pseudo-ciência" impregnada de limitações perceptivas e castrações cognitivas.
É pra derreter neurônio de mamute.
Durma-se com um barulho desses.



IDEOLOGIA EURASIANA.
Alguém poderia imaginar uma aliança tão estapafúrdia e rocambolesca quanto essa aliança atual entre neo-stalinistas e cristãos ortodoxos eurasianos??
Parece o balaio-de-gato da Besta Fera. Um rizoma semicaótico de mil e uma etnias e sub-etnias caucasianas matando-se mutuamente, umas às outras, reciprocamente.
Mas o lado étnico, nessa questão específica, não é o aspecto principal, embora tenha também muita importância na “conjunção de fatores”.
O fator “equilíbrio ambiental”, por exemplo, NA PRÁTICA, está forçando a descida dos siberianos para o Cáucaso: os lagos da Sibéria e o Oceano Ártico estão borbulhando METANO.
É a vingança da merda do mamute, aprisionada embaixo do gelo “eterno”, que volta a fermentar e liberar metano após o derretimento do referido gelo, que não é eterno. Como se não bastasse os problemas com o oxigênio dos fitoplânctons. Aí a barra fica mesmo pesada.
E do Cáucaso para a Ucrânia, meu povo, é um passo apenas. Bem pertinho do sudeste alemão. E tem também os neonazistas austríacos no meio dessa “embolada” toda. E os neo-liberais extremistas da Saxônia. Deixando de môlho os tártaros da Horda de Ouro, e os ostrogodos e varegues da Guarda Imperial Bizantina.
VOU MIMBORA PRA SERRA DE CAPACAÇA.



Eutanásia e suicídio são diferentes: é óbvio.
Mas a eutanásia, às vezes, parece um tabu maior do que o próprio suicídio.
E ninguém tem coragem de falar nos altos lucros da indústria farmacêutica, que sempre quer prolongar artificialmente os últimos suspiros de “vida e dor”, até onde for possível.
(é manipulação financeira da dor prolongada dos moribundos.)
O papa Francisco declarou apoio à “flexibilização” da lei sobre eutanásia (específica para os casos considerados irreversíveis). Mas o tabu continua. E os apoios do cristianismo, em geral, costumam ser tímidos. Então os médicos “carniceiros” e a indústria farmacêutica continuarão manipulando a a hora da morte e a dor prolongadas??
Eu mesmo não gostaria que manipulassem, e prolongassem artificialmente, os últimos dias da minha vida, se a morte se revelasse inevitável a “curto” prazo. Minha preferência seria mesmo uma eutanásia o mais rápido possível. O que seria, sem dúvida, um grande alívio.
Mas é preciso prestar muita atenção no seguinte risco: a “banalização” da eutanásia: este é que é o grande risco dessa história. Pois é preciso que tudo seja planejado com muita responsabilidade. Não pode ser de qualquer jeito, a “bel-prazer”, em qualquer momento.
No entanto, se uma real necessidade de eutanásia, a curto ou médio prazo, revelar-se inevitável, eu não ficaria esperando indefinidamente pela “bondade” da indústria farmacêutica e dos tribunais, enquanto a “dor da vida” continuaria. Nesse caso, então eu mesmo faria o “serviço”, e assumiria o suicídio publicamente, através de uma carta deixada no local da “auto-eutanásia”.
Porém isto não é uma defesa do suicídio: seria apenas um abreviamento da “dor da vida”, se a morte, a curto ou médio prazo, se revelasse irreversível.
Morituri te salutam”.



Há diferentes tipos de família. Nem toda família é núcleo de reprodução da ideologia burguesa ou “stalinista”. Então a proposta mais lúcida, a meu ver, seria o REDIMENSIONAMENTO da família, e não a EXTINÇÃO da família. Há famílias ideologicamente comprometidas com a distribuição de renda e a liberdade individual “com responsabilidade”. Nem toda família é “normótica” ou “reacionária”.
Setores excessivamente utópicos, no auge da rebeldia da década de 60, chegaram a propor a extinção da família, e sua substituição por comunidades ou cooperativas que ficariam responsáveis pelo cuidado e educação das crianças. Mas esta era mesmo uma proposta inexeqüível, excessivamente utópica. Principalmente porque o apego aos genes, (à herança genética da prole), é um apego muito difícil de ser superado (talvez seja o mais forte entre os diferentes tipos de apegos específicos).
Então a proposição mais lúcida, e mais inteligente, seria um REDIMENSIONAMENTO,
e não a EXTINÇÃO: uma posição mais próxima de um “meio-termo” do que de um “extremo inexequível”.
Um raciocínio semelhante poderia ser aplicado no caso dos “quartéis”, das “academias” e dos “hospícios”; pois trata-se de REDIMENSIONAR o “quartel”, a “academia” e o “hospício”; e não de EXTINGUIR o quartel, a academia e o hospício.
REDIMENSIONAMENTO, E NÃO EXTINÇÃO.



existe também um "fascismo vermelho". Ou seja: uma esquerda ditatorial. Mas é uma esquerda delirante, porque é excessivamente sonhadora, radicalóide, ortodoxa, totalitária. E é também desconectada da realidade concreta do Brasil. (acredita que é possível repetir a experiência bolchevique no Brasil, e não consegue lidar com os defeitos e limitações do povo pobre: a maioria destes "esquerdistas infantis" é constituída de filhotes da alta-classe-média que acreditam que a realidade coincide com algumas bulas do "radicalismo infantil").
O exército de Nestor Makno poderia também ser considerado “ditatorial”?? (já que se “impôs” pela força das armas na Ucrânia e sul da Rússia.)
Existem também anarquistas intolerantes com aqueles que pensam diferente da bula anarquista??
O “anarco-individualismo” frequentemente “bandeia-se” pra o lado da “centro-direita”??



E o pessoal “quântico” do meu grupo do Fêice... parece um pessoal ainda um tanto dicotômico, quando não é diretamente “bíblico”. Por exemplo: recusa-se a interligar visão cósmica e luta de classes. Ou introvisão e luta “existencial”.
(estranhíssima constatação. Muito estranha. Realmente.)
Alguns parecem mesmo evangélicos. O que, dentro de um jogo verdadeiramente democrático, é normal. Tanto de longe como de perto. Livre concorrência.
mas...
Interligar todas as lutas continua sendo o nó principal. O “nó-de-marinheiro”. A Besta Fera Epistemológica. O último tabu do último estertor. A Frente Ampla na Guerra Civil Espanhola. O Cão comendo jambo no deserto... de Ibimirim.
porém...
Se eu fosse Jacó, ou Abraão, ou até mesmo Cam, eu seria um trambolho “igrejeiro”;
e não epistemológico. Tá sacando??
Um trem desembestado descendo a ladeira da Sé. Ou um bonde grande. Unilateral, verticalizado. Patriarcal. Dicotômico, ou quase dicotômico E não a “pletora rizomática”. Multifacetada. Nervosa. Ultracomplexa. Quase quântica.
Pois é. Pois pois.



Vocês sabem como é a filosofia do zero??
... é assim: zero sexo, zero substância, zero dinheiro, zero poder, zero fama, zero ego, etc.
Sinceramente: parece-me uma filosofia “sádica”. Um sorrateiro inimigo da vida. Um sabotador “às avessas”. (um tigre às avessas é o mesmo tigre)
E é impossível “zerar” tudo, sob a condição humana. É incompatível com a vida na Terra.
E o meio-termo sempre me pareceu mais apropriado para os “hominídeos” (símios cognitivos e antropomórficos no geral).
Ou melhor: o autogerenciamento de diferentes dosagens contextuais, ao invés da negação total. Ao invés da dicotomia total.
Quem tentar zerar, aqui na Terra, vai ficar com um “espinho na carne” por toda a eternidade: como reação inevitável do inconsciente coletivo contra o “superego” exterminador: diferentes tipos de neuroses atormentadoras e angustiantes:
Aquela via-crúcis insuportável de sempre.
São Lourenço na grelha.... do Diocleciano. E Sebastião de Narbone também.
A nova hagiografia tortuosa da antiga Mesopotâmea. O Bestiário Nordestino escrofuloso e “semi-feudal”.



A atuação das forças armadas como um pilar de sustentação do Estabelecido é, realmente, uma discussão muito difícil. Mormente porque esta atuação, em verdade, está incluída na lista de funções das forças armadas em geral. E não apenas da polícia militar. (faz parte das funções específicas da profissão de guerreiro).
No entanto, há problemas quando esta atuação torna-se a FUNÇÃO PRINCIPAL das forças armadas. O que acarreta uma inversão de prioridades, uma vez que a função principal deveria ser a proteção ao cidadão e a vigilância das fronteiras nacionais. Ou melhor: atuar como um aliado do cidadão; e não como “carrasco” dos inimigos ideológicos e culturais de quem está no Poder em determinado momento específico.
E aqui é preciso tocar num aspecto polêmico: todos aqueles que fazem oposição a quem está no Poder, em determinado contexto, quando deixam de ser oposição e conquistam o Poder, passam a exigir que as forças armadas atuem como pilar de sustentação do novo poder Estabelecido; às vezes de uma forma mais cruel e “autoritária” do que a anterior.
(o stalinismo é um caso clássico: quase um protótipo.)
Mas, realmente, o que temos visto no Brasil é o fato incontestável de que as forças armadas, (incluindo as polícias), atuam como “jagunços” ideológicos para a manutenção do poder BURGUÊS, CAPITALISTA, VAMPIRESCO. Ou seja: priorizam a reprodução da ideologia burguesa na sua atuação, o que é uma evidente inversão de prioridades.
Evidencia-se. Emerge. Mostra-se.



Futebol também é arte. A “arte-da-bola”.
Precisamos ter bem claro o seguinte: o problema do futebol são as influências do meio sobre ele; e não o futebol “em si mesmo” (e não a arte-da-bola “em si mesma”).
Mas uma diferenciação tão simples, muitas vezes não é feita por setores da “intelectualidade” e do esquerdismo radical. E alguns chegam ao ponto de pregar a EXTINÇÃO do futebol; o que é, convenhamos, um absurdo “ideológico”.
Pois não se trata de extinguir o futebol, ou qualquer outra arte, mas de transformar o “meio” que exerce influências sobre essa arte. E transformar também a “cabeça” de quem exerce a arte. Pois o problema está nas relações-de-poder, no egotismo imediatista, na ânsia de fama e dinheiro. E não dentro da arte “em-si-mesma”.
Portanto: quem está pregando a EXTINÇÃO do futebol, está cometendo um grave erro na estratégia de transformação social e “espiritual”.
O lance mais inteligente é: REDIMENSIONAR, E NÃO EXTINGUIR.



Gandhi é uma figura altamente suspeita.
Adúltero. E um bissexual que escondeu sua bissexualidade durante toda a vida. Tinha um conflito de gerações com um dos seus filhos, com o qual agia como um patriarca violento e opressivo. Como se não bastasse algumas declarações onde afirmou que os europeus eram mesmo superiores aos drávidas (parece racismo). E na hora de quebrar a espinha dorsal do sistema de castas hindu, o “santinho” pacifista vacilou; e argumentou que isso quebraria também a espinha dorsal do jainismo, essa filosofia barata de patriarcas pseudo-pacifistas que implantam sistemas-de-castas horríveis, como se isso fosse o trambolho mais normal e recomendável do mundo.
Hoje todo mundo sabe quem é Gandhi, mas ninguém sabe quem é Ambedkar (que era o líder dos párias naquele contexto, e que sofreu inúmeras perseguições do patriarcado hindu); depois do “vacilo” de Gandhi.
Posar de santo é fácil. Difícil é morder o próprio rabo.



Generalizar conclusões, frequentemente, pode resultar em injustiças com determinados setores específicos (não-previstos por uma determinada visão geral).
Mas veja bem: eu não estou querendo descartar, “a priori”, nenhuma regra geral, pois a visão geral tem as suas utilidades, desde que sejam feitas algumas ressalvas.
Sendo assim, há uma precipitação generalizante quando alguém afirma, por exemplo, que TODOS os guerreiros são “fascistóides”, ou que TODOS os poetas são “doidos”, ou que TODOS os que têm pele branca são “vampiros”, ou que TODAS as fêmeas são “cinderélicas”, ou que TODOS os homossexuais são “autodestrutivos”, ou que todos os heterossexuais são “machos escrotos”, ou que TODOS os que têm pele escura são “capitães-do-mato”, etc, etc.
O problema está na generalização precipitada, pois esta, frequentemente, pode ser injusta com aqueles que não se enquadram nas supostas “regras gerais”, quando é o caso. Ou seja: há um risco de ser injusto com as “exceções”, implícito nas generalizações, de um tipo ou de outro. Além do risco da generalização degenerar para alguma forma de pendor ditatorial, ou totalitário, de um tipo ou de outro.
Quero dizer: não é uma questão de negar a necessidade de tentar descobrir “regras” implícitas; mas sim um esforço para compreender o que está além dos limites dos diferentes tipos de “bulas”, incluindo as “bulas” contraculturais e esquerdistas, também.
Pois é. Convenhamos.



A Geração 65 contra os “marginais” pernambucanos.
Pra mim, o imbróglio dos “alternativos” contra a Geração 65 é mais ideológico e existencial do que estético ou formalístico.
Dentro da Geração 65, havia espaço para experimentações no estilo, no formato e no enredo. Mas havia “sérias” limitações ideológicas e existenciais no conteúdo. Tanto é que a maioria dos seus membros tornaram-se politicamente centristas, apesar de terem resistido à ditadura militar; e depois migraram para partidos como o PMDB, o PSB e o PDT, (principalmente estes três), que são partidos cuja trajetória terminou em uma hegemonia interna de setores “centristas”, mormente a “centro-direita” propriamente dita; embora, com o passar do tempo, alguns setores de centro-esquerda, e esquerda DEMOCRÁTICA, tenham crescido dentro destes referidos partidos, PRINCIPALMENTE NO PDT E PSB.
No campo especificamente existencial, e em outros campos específicos, parece ter havido alguns avanços; mesmo que, também, com algumas limitações na resistência cultural, filosófica e sócio-antropológica.
O nível estilístico e a costura sintática eram um nível alto, na maioria dos escritores desta referida Geração. Tanto entre poetas como entre prosadores. Mas eles, com raras e honrosas exceções, desprezaram e subestimaram a literatura “alternativa” e a poesia marginal. Muitos deles, atualmente, apesar de terem feito um pouco de autocrítica em relação à sua postura contra a Literatura Independente, ainda permanecem, a meu ver, como canônicos “enrustidos”, ou “mal-resolvidos”. Ou ainda apegados aos seus títulos e honrarias acadêmicos. COM RARAS E HONROSAS EXCEÇÕES.
(Não sou bandido. Sou poeta.)
Mas eu, ATUALMENTE, reconheço que são mais frutíferas as simbioses e sinergias entre os diferentes campos literários do que a hegemonia exclusiva de um deles sobre os outros, SEJA ELE QUAL FOR. Ou melhor: as influências mútuas entre as diferentes áreas da Literatura são mais frutíferas, e mais importantes, do que a hegemonia de um determinado campo literário sobre os outros campos literários.
TENHO DITO. E REPETIDO.



um golpe de estado acontece quando um governo legítimo é derrubado através de ações ilegais (inconstitucionais). Os golpes de estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria, embora este tipo de ação, geralmente, só triunfa quando tem apoio popular.
Os golpes podem ser militares, judiciários, civis, burgueses, "vermelhos", nacionalistas, etc, etc.
No Paraguai, o golpe foi judiciário.
Aqui no brasil foi judiciário-parlamentar; e foi "monitorado" por uma parte dos militares.
Não tem mais como negar as ultrapassagens da legalidade e dos limites constitucionais aqui no Brasil. Foram muitas, e divulgadas por toda a mídia. E os que estão negando esta verdade, ficarão cada vez mais desacreditados, e não serão levados a sério pela maioria da população.
E o debate sobre a relação entre tática e estratégia, vinculado às divisões internas dos partidos e sindicatos, é outro papo: nem sempre está vinculado à questão específica dos golpes. Ou seja: generalizar conclusões, quando a questão são as divisões internas dos partidos e tendências, pode desembocar em equívocos e injustiças nos julgamentos ideológicos e estratégicos.



a extrema-esquerda (leninista ou anarquista) costuma chamar o Gramsci de “pelêgo” e reformista; e ela, a extrema-esquerda em geral, até faz ameaças no nível físico contra os gramscianos. (incluindo anarquistas radicais, e unilaterais, neste raciocínio tático, quando é o caso.)
Mas o "corcunda" que não é de Notredame era um estrategista bem mais inteligente que os marxistas ortodoxos radicalóides e "kamikases" (em geral).
Porém...
o Gramsci NÃO ERA, realmente, um marxista HETERODOXO; principalmente porque ele, no frigir dos cócos, não descartou o objetivo final da "ditadura do proletariado".
mas...
ETAPISMO NÃO É REFORMISMO.
(há diferentes tipos e variantes de “etapismo”)
e...
NO BRASIL, está evidente que uma estratégia gramsciana adapta-se melhor às especificidades do nosso país de malandros egóticos e futebolistas reacionários.
Uma estratégia do tipo bolchevique não funciona NO BRASIL:
poderia até funcionar na Venezuela; mas aqui não funciona.



Nunca a Hanna Arendt foi tão atual. Reconheço isso, apesar das minhas divergências pontuais com o anarquismo pacifista.
Era preciso muita lucidez e coragem pra afirmar o que ela afirmou após seu acompanhamento do julgamento de Eichmann, o carrasco nazista. Falar a verdade custou-lhe perseguições e sérias dificuldades pessoais após o referido julgamento.
A conclusão fatal é a seguinte: o exercício de poder “totalitário” não é prerrogativa exclusiva de nenhuma etnia, ou gênero, ou orientação sexual, etc. Não é exclusivamente semita nem exclusivamente germânico. Nem exclusivamente hétero ou “andrógino”. É, sim, um problema de todos os seres humanos. Um imbróglio de todas as criaturas humanas. Qualquer ser humano, de qualquer tipo, poderá exercer poder totalitário ou “nazistóide”. É a famosa BANALIDADE DO MAL.
Nenhuma criatura humana é desprovida de fome-de-poder. E essa pulsão-de-poder corre o risco do descontrole e de tornar-se ditatorial em qualquer tipo de criatura humana, de todas as cores e origens. O ego humano insaciável pode emergir em qualquer etnia, ou gênero, ou país, ou religião, etc.
E atualmente tem também a ditadura econômica neo-liberal, e diferentes bulas ideológicas engessadas, como é também o caso da ditadura "leninista" ou do anarquismo "clássico" engessado
(o bicho tá pegando de todos os lados. Qualquer "poder" estabelecido pode endoidar, de uma hora pra outra, em qualquer canto.)
Fique ligado. Ajuste suas antenas pra todas as direções.
Mas lembre-se, e não esqueça: não estou pregando misantropia nem fatalismo conformista. Estou apenas constatando. Só isso. Tá certo?



Misoginia e homofobia são, realmente, dois imbróglios terríveis. Ancestrais e endêmicos. (o Paulo de Tarso que o diga.)
mas...
existem, também, casos de misandria e heterofobia. Estes são em menor número, mas também existem. De uma forma mais “escondida”, meio “velada”: por debaixo do tapete, e empurrando com a barriga. Escondendo. Tergiversando.
No geral, tanto de um lado como do outro, há estados mentais que permanecem entranhados nas funduras da psique humana.
Eu mesmo já fui ameaçado de ser processado por “homofobia”, e essa pessoa era do meu círculo de conhecidos; e conhecia minha trajetória de luta anticapitalista e anti-normótica. Tem até “amigas” que me acusam de ser “misógino” e “cafuçu”, apesar de conhecerem a minha trajetória de luta.
Também conheci algumas fêmeas misândricas. Mas que tentavam, veladamente, esconder essa misandria. E sempre negavam terminantemente esse “ódio” aos machos.
Já tive um vizinho heterófobo. Esta criatura era VISIVELMENTE heterófobo. Eram três homossexuais que moravam na mesma casa: eram os meus vizinhos do lado esquerdo. Dos três, somente este, a que me referi, era heterófobo. Um deles, inclusive, tornou-se meu amigo. E até hoje eu ainda tenho o número do celular dele. Depois eles foram morar em Caruaru. E eu não tive mais notícias.
Na verdade, esse “ódio” é recíproco, é mútuo (existe nos dois lados). E é mais abissal e mais infernal do que supõe a nossa vã filosofia “alternativa”.
Queria eu que essa “guerrinha purgatorial” não fosse recíproca. Mas é. Infelizmente.
É a realidade. A vida como ela é.
Queria eu que não fosse assim.



Quando o assunto é reforma fiscal, ninguém fez nada, até agora, para alterar o caráter profundamente injusto da tributação no Brasil, o qual decorre do peso da tributação INDIRETA (contida no preço dos produtos); e também da REGRESSIVIDADE nos impostos DIRETOS, e da pequena taxação sobre o grande patrimônio.
Outro nó que ninguém desata é o baixo combate à sonegação, que é uma das piores “trombas” deste nosso país fudido e arrombado. Tem também o problema da seletividade nos produtos da cesta básica; assim como a profusão de isenções, subsídios e “incentivos” para a grande burguesia, que nunca usa essas “vantagens” pra diminuir o preço dos produtos. Pelo contrário: usa qualquer brecha ou qualquer desculpa para, sempre que possível, majorar preços artificialmente, e aumentar o lucro.
NO BRASIL, o capital é sub-tributado, comparando com o consumo e o trabalho. Portanto: é preciso tornar o sistema tributário PROGRESSIVO. Ou melhor: aumentar as alíquotas para os que ganham mais; e diminuí-las para os que ganham menos. Obviamente.
Na atualidade, os impostos totais chegam a, mais ou menos, 36 por cento do PIB. (na Suécia chega a 39 por cento, mas a arrecadação é PROGRESSIVA.)
No entanto, os grandes burgueses estão sempre reclamando do “custo Brasil”; e sofismam quando dizem que o aspecto principal desse problema é a porcentagem EM SI MESMA. E então fazem suas maquiagens “ideológicas” superdoutorais pra enganar trouxas. E apoiar vampiros sub-repticiamente. Pois o aspecto principal deste imbróglio terrível é a ausência de PROGRESSIVIDADE na arrecadação em geral.
Outra barreira intransponível é o fato de que o dinheiro arrecadado nunca chega na base da pirâmide social, já que essa grana precisa atravessar as garras administrativas da elite vampiresca e da “emperrada” burocracia dos estratos médios.
É dose pra mamute. Aí o bicho pode pegar.



A visão holística, a intuição mística, e a psicologia transpessoal poderiam atuar como uma ponte para a filosofia quântica e a ecologia profunda. Um primeiro passo fundamental.
A Umbanda, por exemplo, tem, indiretamente, um trabalho interessante com setores e arquétipos do inconsciente coletivo através dos “orixás” (com outra terminologia, mas o fenômeno é o mesmo). Assim como a Cabala Ocidental antecipou muitas percepções “cósmicas” importantes. E o zen-budismo também deu uma boa contribuição para a investigação das profundezas subjetivas.
O marxismo ORTODOXO E DITATORIAL, infelizmente, permaneceu apegado a algumas limitações perceptivas do “positivismo” do século 19, e do ateísmo unilateral e intolerante. E nunca esqueçam do seguinte: a moral stalinista, por exemplo, em alguns aspectos, é muito semelhante à moral burguesa do início do século 20, com suas limitações existenciais e epistemológicas.
Então, minha gente, vamos parar com esse discurso pífio de que tudo o que é “religiosidade” está sempre a um passo da crendice e da superstição. Ao invés de crendice, podemos ter uma “espiritualidade” sincera e politizada à esquerda, como é o caso da “esquerda cristã”. (exemplos não faltam.)
Tá certo??



TRIBOS E EGOS.

Dividir o inimigo pra facilitar a nossa vitória.” (já diziam os romanos, no auge.)
E até quando os EUA vão jogar os xiitas contra os sunitas?? (e vice-versa).
O mais incrível é que essa tática continua “dando certo”. Não importa se os genes de Maomé são mais importantes que as codificações de outros herdeiros islâmicos. Pode ser até que não seja.
Porque o problema maior são os pendores “fascistóides” da maioria dos patriarcados “orientais”, incluindo o hebreu, o egípcio, o hitita, o persa e o eslavo. É bronca pesada mesmo: e eu não vou apoiar nenhum deles. Morram lá que eu morro cá.
O Abraão, por exemplo, com aquela mania irreprimível de seduzir empregadas, e o Noé, aquele beberrão, e até o anjo Gabriel, com aquela frescura de querer implantar regimes totalitários e vampirescos em todo o planeta: nenhum deles está isento de suspeitas e elucubrações indiretas.
Com sinceridade: gostei muito do EI ter declarado guerra ao HAMAS:
tomara que os “fascistinhas”, de qualquer tipo, matem-se uns aos outros, e fiquem CADA VEZ MAIS FRÁGEIS.
Mas eu também poderia ter declarado guerra a todos esses que foram citados, em nome da Cabala Ocidental ou em nome de Inana e Asherat. (vou apelar pras semideusas guerreiras: principalmente Dandara, Nzinga, as “cabôcas” de Tejucupapo e a santa generalíssima Morgana Fada.)
Vou ficar protegido com as armas e os brasões assinalados das nobrezas Angico, Caeté e Visigótica.
SAI DE PERTO.
Mas abro uma exceção para os “sufis democráticos” e os “muçulmanos moderados”, com os quais poderei fazer algumas negociações e acordos pontuais e circunstanciais. TÁTICOS.



Javé e Alah são apenas dois dos deuses que surgem do “nada cósmico”.
Javé não é o Universo. Nem Alah.
Acreditar que “deus” é uma determinada figura história seria um grande equívoco intuitivo. Deuses são “campos cósmicos” com cognição própria: áreas e sub-áreas cósmicas; mas nenhum “deus” é TODO o Universo. Eis o drama cósmico de Javé: querer ser TODO o Universo.
Javé é um “deus” possessivo, vampiresco, sanguinário, autossuficiente, arrogante, dicotômico, totalitário.
Stalin também era possessivo, vampiresco, sanguinário, autossuficiente, arrogante, ditatorial.
Há também ateus estreitos, autossuficientes, arrogantes, totalitários, egóticos, etc.
Mas há diferentes tipos de socialismo. Generalizar conclusões seria uma injustiça com determinados tipos de socialismo (específicos). Eu considero que o “estado-de-bem-estar”, por exemplo, é um tipo de socialismo DEMOCRÁTICO (ou um “quase-socialismo”, um pouco mais avançado que o “programa de transição”, dos trostskistas). E é claro que também há variantes de socialismo totalitário. Há “deuses” e “partidos” fanáticos pra todos os gostos. Então, no caso específico de um "estado-de-bem-estar", a estratégia mais inteligente seria tentar passar, a médio prazo, do "programa de transição" para a AUTOGESTÃO generalizada (ou para a "democracia DIRETA", e não para a "ditadura do proletariado", o que seria uma tarefa extremamente difícil, quase-impossível, NO BRASIL.)
Religião e política são lados de uma mesma moeda. NÃO SÃO DUAS MOEDAS. Existirão sempre juntos, como os dois lados DE UMA MESMA MOEDA, de uma mesma "díade", alternando-se e misturando-se. É uma bipolaridade cósmica.
* Eu não queria entrar novamente nesse debate (tou cansado de repetir); mas as argumentações, dos dois “pólos” dicotômicos, têm sido tão pobres, que eu decidi contribuir um pouco mais, outra vez.
Sejam compreensivos com a repetição. Pois eu sou “esquerda ECUMÊNICA”, e não ateísmo egótico, afundado num solipsismo autossuficiente, dicotômico e ditatorial. Nem sou religiosidade fanática, totalitária, possessiva, vampiresca.
TENHO DITO. E REPETIDO.



JÚPITER: FILHO DE SATURNO E PAI DE BACO.
O papo hoje aqui é sério.
Vou falar das fuleragens e putarias que aconteciam entre os deuses e semideuses do Olimpo. Um assunto muito sério. Muito grave. GRAVÍSSIMO.
Começa com Júpiter “aleijando” o pai, numa guerra civil, e tomando o poder.
O referido pai, diga-se de passagem, costumava canibalizar os filhos pra que estes não lhe tomassem o poder no futuro. Era um homem melancólico e altamente sanguinário. Mas Júpiter escapou, graças àsmanobras capciosas de uma parcela da aristocracia “olímpica”, que levaram o bebê para a ilha de Creta. Inclusive a esposa de Zeus estava também envolvida nessa maracutaia “divina”.
Do Baco, eu nem preciso falar. Vocês sabem melhor do que eu. É fato notório que esse cara vivia apenas de orgia em orgia, e era o “comandante-em-chefe” das Saturnálias, que ainda hoje são consideradas os momentos mais depravados e bestiais de toda a História Humana.
Outra tramóiafuderosa de Júpiter foi o rapto da princesa Europa, bela ninfa das florestas litorâneas. Mas a cornança de Zeus era uma cornança sem fim. Mais humano impossível.
E são tantas “guerras civis” no monte Zagros, e nos Bálcãs, tanta fulerage fatal na Trácia, e tanto sangue derramado que, certamente, se o ano de 2018 for mesmo regido por Júpiter e Escorpião (como ascendente), então o Armagedon vai mesmo começar em agosto de 2018; pois “agosto é o mais cruel dos meses”, como dizia o nobilíssimo Paul Eluard, se não me falha a memória.
Então vamos mesmo ter um 2018 cheio de sedições, delírios, canibalismos, pistola de lêiser, putarias, vampirismos, rasteiras, golpes, etc, etc.
APROVEITEM. POIS SERÁ UM MOMENTO ÚNICO EM TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE.



Eu sou dos que acreditam que Virgulino Ferreira era mesmo um bandido; e não um transformador social. Mas poderia ser usado como símbolo de revolta individual.
Virgulino não tinha objetivos de distribuição de renda; nem muito menos de ampliação da liberdade individual. Inclusive chegou a dar declarações racistas, quando uma certa vez disse publicamente que “negro não é gente” (mas ele era mulato “médio”, conforme a classificação oficial da Antropologia Brasileira.)
Algumas de suas atividades de estuprador ou ladrão estão documentadas. São muitos os fatos e evidências fortes. E morreu rico. Estava muito rico: ouro, prata, jóias, dinheiro, uísque, etc.
E foi também aliado de metade dos coronéis.
Não tinha nada de burro; nem era analfabeto. Era um homem letrado, que lia jornais e revistas; e era também um estrategista muito inteligente e criativo. Além de um artesão-de-couro muito competente (“curriêro”). Ou seja: era um artista também.
A “Batalha da Serra Grande”, entre as cidades de Flores e Calumbi, no sertão pernambucano, ainda é considerada uma das maiores “engenhosidades” humanas no campo da estratégia e das táticas. Enfim: o cara era muito inteligente e criativo.
Mas não era um transformador social: insistir em repetir esse argumento seria uma “forçação de barra” no campo da História e do Conhecimento Geral. A família Ferreira, de Serra Talhada, que me perdoe, mas a verdade precisa ser dita com uma coragem tão grande quanto a de Virgulino.
E eu considero outras “figuras” como transformadores sociais. Por exemplo: Ernesto Guevara, Nestor Makno, Mao Tsé Tung, Victor Serge, Luís Carlos Prestes, Leonel Brizola, Félix Dzerjinsky, Emiliano Zapata, etc. Mas não Virgulino.
porém...
todos estes tinham também seus defeitos, já que tudo que é humano tem dois lados: é “bipolar”. No entanto, a função social e existencial de cada um, precisa ser bem esclarecida e esmiuçada (nos dois lados). Sob pena de confundirmos “alhos” com “bugalhos”. Ou “culatra de canhão” e “conhaque de alcatrão”.
Tenho dito...
e repetido.



Pra quem é a favor da legalização de todas as “drogas”, como eu, o comércio de substâncias não é o eixo central deste problema. Pois o eixo central seria as atitudes do “comerciante”; principalmente determinado tipo de poder exercido dentro da comunidade.
Ninguém deve ser obrigado a usar, ou não usar. Usa quem quer. E quem não quer, não usa. Numa boa, democraticamente.
Mas é sempre bom relembrar, antes de mais nada, que também são “drogas” o açúcar refinado, os agrotóxicos, a química dos refrigerantes, a gordura-trans, o álcool, o cigarro industrializado, a TV, etc, etc.
Quanto ao uso diário e exagerado, isto é problema de “foro íntimo”, de liberdade individual. E é preciso diferenciar entre o “uso eventual” e o “vício propriamente dito”. Além do que nem todos os viciados são “associados” com o tráfico (propriamente dito).
O álcool e o tabaco industrializado estão em todas as “prateleiras” do comércio em geral. Mas eu não sou viciado em nenhum dos dois: (acomodação de diferenças é outro papo).
EU jamais vou interferir na liberdade individual de ninguém. Mas me reservo o direito democrático de discordar daqueles que fazem do “suicídio branco” uma bandeira cultural ou ideológica ; (tou falando do meu direito ao contraditório).
E quem quiser morrer jovem, fique à vontade: tem gosto pra tudo nesse mundo. Tem até quem goste de ser escravo: (pois o vício é uma escravidão; mas quem permitiu que lhe escravizem, por opção pessoal, tem o direito de ser escravo, uma vez que democracia é pra todo mundo; inclusive para os “escravos”, QUANDO É UMA OPÇÃO INDIVIDUAL).
Pois é.
Então tá.



O Jung tinha razão: a libido é uma energia sutil GERAL;
e não uma energia sutil ESPECÍFICA.
OU melhor: ela pode ser canalizada para qualquer canto do corpo;
e não apenas para a cloaca.
Pois quando é canalizada exclusivamente para a cloaca, poderia chamar-se especificamente “energia sutil sexual”.
(eu também poderia chamar de orgone, ou "xi", ou...
"bíons cósmicos". ETC.)
Por onde essa “energia” vai ser canalizada é decisão individual de cada um. É foro íntimo e democracia ampla. Embora a responsabilidade pessoal precise sempre ser ressaltada em alguns casos mais “delicados”. Nas diferentes dosagens em diferentes contextos.
Pelo menos razoavelmente, ou medianamente, autogeridas.
(liberdade COM responsabilidade.)
Mas essa “energia sutil” pode ser também canalizada para as relações de poder. Para o exercício de poder. Uma vez que essa “canalização” depende de decisão individual.
Sendo assim, teremos, nesses casos, uma ligação entre o princípio-de-prazer e a vontade-de-poder (há bases teóricas para esta argumentação em Freud, Adler, W. Reich, Jung, etc): com o específico dentro do geral.
Mas eu reconheço que essa discussão é “perigosa” e extremamente complexa, chegando mesmo a ser “abissal” em alguns casos. Com alguns aspectos dificilmente sondáveis, e profundas divergências epistemológicas rondando esse debate específico.
É pra derreter cérebro de mamute.
Durma-se com um barulho desses.



Alguns jovens ultra-radicais, no final da década de 60, e início da década de 70, chegaram a afirmar que a loucura patológica (propriamente dita) não existe: que é uma invenção da burguesia “normótica” pra facilitar o aprofundamento do domínio cultural e ideológico dos poderes neo-liberais e neo-fascistas. Mas a verdade é que ela, a loucura patológica, propriamente dita, existe. Porém...
nem toda “alteridade psíquica” é loucura patológica. Há vários tipos de “alteridade psíquica”, e muitos deles não são exatamente “doença mental”. São apenas transtornos “médios” que não chegam a ocasionar uma saída do “estado-de-vigília” ou do “eu consciente”, nem a perda de contato com a realidade. E são medianamente administráveis pela “função-de-ego”. E as pessoas portadoras desses tipos de transtornos podem levar uma vida relativamente “normal”.
Foram os interesses pecuniários da indústria farmacêutica, e da dominação política dos poderes “normóticos”, que tentaram transformar esses “transtornos medianos” e essas “alteridades psíquicas” em doenças mentais propriamente ditas. E o campo epistêmico da Psicologia, em geral, acabou dividido numa disputa “sanguinária” entre a Psiquiatria Tradicional e a Antipsiquiatria: uma “guerrinha” epistemológica indisfarçável.
No “meio-termo”, no “caminho do meio” entre estes dois extremos “existenciais”, há outras correntes da Psicologia e da Psiquiatria que evitam estes referidos extremos “ideológicos”, e posicionam-se numa postura mais lúcida, que admite diferentes possibilidades no campo mental e “existencial”, sem “demonizações” mútuas nem “pré-julgamentos” precipitados.
E não sou eu quem vai resolver o imbróglio medonho das divisões intestinas na Psicologia e na Psiquiatria.
Me poupem.
EU, HEIN??



Após a morte de Jesus, a principal estratégia de “Lúcifer” passou a ser fingir que é Jesus: um disfarce bem elaborado, desenvolvendo variantes de “pseudo-cristianismos”, quando a repressão ou a eliminação física não conseguiam impedir o avanço da visão crítica e da percepção ampliada. Então o campo cósmico “luciférico” elabora e desenvolve diferentes tipos de falsos cristianismos para atuarem como esquemas de dominação ideológica e existencial. É uma manipulação sutil e altamente elaborada.
O Hubert Hoden, um grande sábio esotérico, esmiuçou detalhadamente essa “re-elaboração” capciosa num livro chamado “Estratégias de Lúcifer”. Mas é sempre bom relembrar que essa tática é antiga: anjos da treva fingindo que são anjos de luz. E fingem bem. Tanto é que há sempre muita gente acreditando nesses “anjos” da treva disfarçados de “anjos” de luz.
E esse é um assunto extremamente complexo. Supercomplicado. Muito difícil de ser investigado nas suas intimidades: a cognição humana frequentemente esbarra em sérias dificuldades e limitações ao tentar aprofundar essa investigação.
O fato concreto é que essa re-elaboração “espiritual” revelou-se, em muitos lugares e em muitos casos individuais, bastante eficaz como esquema psicológico de dominação ideológica e existencial; mormente através de variantes fundamentalistas, “normóticas” e totalitárias.
No caso específico do Brasil, parece evidenciar-se que uma parte da “cognição mestiça” não consegue, nas suas investigações intuitivas e “ideológicas”, ir além dos limites “perceptivos” do fundamentalismo bíblico e dos falsos cristianismos “à direita” (ou de outros esquemas ortodoxos e ditatoriais em geral). Mas isso é apenas uma hipótese “antropológica” pessoal. Não há, por enquanto, como obter provas “científicas” sobre um imbróglio tão complexo, “camaleônico”, abissal, venenoso. Com muitos aspectos insondáveis no seu íntimo.
Pois é. Durma-se com um barulho desses.
(projetar é fácil.
Difícil é morder o próprio rabo.)



Depredar patrimônio público é bobeira; e burrice na elaboração das táticas. Vocês lembram dos ludistas nos primórdios do capitalismo industrial? Pra quem não lembra, vou fazer um resumo rápido: os caras eram, em sua maioria, artesãos falidos por conta da concorrência com o maquinário das novas indústrias emergentes a partir do final do século XVII na Europa (principalmente na Inglaterra). Só que, ao invés de atacarem o capitalismo nascente, eles quebravam as máquinas. Obviamente, esse tipo de revolta infantil não surtia efeito. Servia apenas para os capitalistas acusarem-nos de baderna e criminalidade, pra depois prendê-los, com o apoio da população “ordeira e pacífica”, afundada no moralismo puritano e burguês.
Tenho a séria convicção pessoal de que essa atitude insana mais atrapalha do que ajuda as lutas gerais. Precisamos e devemos nos esforçar pra aumentar o nosso nível de autogerenciamento, visão geral e capacidade de administração pessoal para que sejamos capazes de usar as máquinas e “robôs” para o bem comum, sem deixá-los nos dominar, nem nos impedir de distribuir renda, poder, terra, conhecimento, etc.
Tenho dito, aos jovens da atualidade, que doem computadores às escolas municipais, ou aos postos de saúde dos subúrbios, ao invés de quebrá-los e incendiá-los.



Ainda há uma grande dificuldade para a predisposição mental de estar sempre olhando os dois lados (positivo e negativo) na análise de qualquer fenômeno.
Não poderia ser diferente na questão da maconha, por exemplo.
O imbróglio do maniqueísmo mútuo continua: quem é contra, vê apenas o lado negativo. E quem é a favor, vê apenas o lado positivo. E há os que endeusam totalmente e os que demonizam totalmente.
As duas posturas são unilaterais e dicotômicas: tanto o endeusamento unilateral quanto a demonização unilateral.
Não cabe aqui fazer uma lista de aspectos positivos e aspectos negativos (eu fiz isso em uma crônica de três páginas). Pois atualmente já ficou claro quem é quem. Basta apenas um pouco de conhecimento mais lúcido, amplo e atualizado sobre o assunto.
PRA MIM está claro, agora, os dois lados dessa questão “sanguinária”.
E aqui é necessário fazer uma importante “ressalva”: não se trata de interferir na liberdade individual de ninguém. Se é assim, então a postura mais inteligente não é a proibição, mas a descriminalização. O que permitiria que cada um tenha a opção pessoal de decidir sobre suas dosagens e suas freqüências. Cada um, então, que saiba onde está os limites de seu corpo e de sua mente, e faça suas opções pessoais através de um autogerenciamento responsável.
LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE.
É isso. Resumidamente.
(pra finalizar, eu preciso relembrar que figuras importantes da “contracultura”, a partir principalmente do final da década de 60, e início da década de 70, foram “deturpadas” em alguns detalhes de suas idéias. Por exemplo: Aleister Crowley, Herbert Marcuse, David Cooper, Timothy Leary, etc.)



Quando assimilo algumas bandeiras tradicionalmente defendidas pela direita ou pela esquerda, isso não quer dizer que eu esteja “fechando” com todo o pacote ideológico de uma ou de outra. Quando por exemplo trago, pra minha “colcha-de-retalhos”, algumas bandeiras como maioridade aos 16 e porte-de-arma, isso não quer dizer que eu estou aderindo a todo o pacote ideológico da direita (e é sempre bom lembrar que estou me referindo aos diferentes tipos de bandido: com farda ou sem farda, com paletó ou sem paletó, adolescente ou adulto). E também: quando eu assimilo algumas bandeiras da herança libertária, isso não quer dizer que eu estou aderindo TOTALMENTE ao pacote ideológico anarquista.
A noção de punição branda generalizada, pra facilitar a “recuperação”, ao ser aplicada no caso específico do Brasil, resultou no reforço do sentimento de impunidade de adolescentes com um perfil mental perigoso, como efeito colateral inesperado.
Pra mim, atualmente, o conceito de “puberdade inimputável”, NO BRASIL, é insustentável. Vai ser mesmo necessário repensar o Estatuto da Criança e do Adolescente, e outras bandeiras “libertárias” que estão sendo transformadas em bulas engessadas ou “dogmas” inquestionáveis.
O que eu estou propondo é PROGRESSIVIDADE NAS PENAS, conforme a idade e a hediondez. A pena de morte seria apenas uma possibilidade, a depender de negociações no congresso federal.
Gosto muito do Foucault, e tenho uma sincera admiração por ele, mas não posso concordar com TUDO o que ele falou: “cem por cento é cabresto”.



Usar a malandragem contra o capitalismo seria um erro de estratégia, ou uma covardia sorrateira, ou uma capciosa cooptação (disfarçada de rebeldia individualista). Conforme cada caso. Mas eu reconheço que nem sempre o conceito de “malandragem” coincide com o de “preguiça esperta”, pois a primeira é uma atitude diante da vida; e a segunda pode ser resultante da influência de diferentes fatores (bioquímicos ou não).
E também o seguinte: a malandragem não consegue grandes vantagens. Consegue apenas pequenos ganhos. Quando consegue.
A estratégia que poderia arrancar “grandes” ganhos, contra o capitalismo, ainda é a velha e boa luta-de-classes, mesmo que não seja vinculada a alguma variante de marxismo ortodoxo ou de anarquismo “utópico”.
É a luta anticapitalista que traz os avanços; e não o “desvio” individualista da malandragem.



Há muito tempo que a minha posição em relação ao marxismo ortodoxo é a seguinte:
assimilar os acertos e neutralizar as falhas. Mapeando os aspectos positivos e os aspectos negativos.
Mas esse movimento mental, que a princípio parece relativamente fácil, na verdade é um mecanismo mental extremamente difícil e perigoso. Por vários motivos.
Por exemplo: os marxistas ortodoxos recusam-se terminantemente a reconhecer as falhas do velho marxismo. E os neo-liberais recusam-se terminantemente a reconhecer qualquer aspecto positivo no marxismo em geral. É maniqueísmo mútuo e dicotomia sanguinária até altas horas. (sai de perto)
Outro imbróglio terrível é o fogo cruzado que a centro-esquerda e o etapismo socialista agüentam ao ficarem “imprensados” entre o neo-liberalismo e a ortodoxia marxista: literalmente suportando o insuportável. E aqui é realmente necessário enfatizar um detalhe fundamental: ETAPISMO NÃO É REFORMISMO. Por um motivo bem simples: o reformismo tem um limite claro, assumido publicamente. E o etapismo não descarta a possibilidade de ir além dos limites do “estado-de-bem-estar”; quando é possível dar mais um passo além; dentro de uma lógica geral de avanços graduais e paulatinos, a depender das relações-de-força concretas em cada contexto específico. Com os pés no chão; sem sonhos inexeqüíveis nem radicalismos infantis.
E tem a parte epistemológica também. Onde os dois referidos lados antagônicos derrapam clamorosamente.
Um deles não faz outra coisa a não ser repetir as ladainhas vampirescas do pseudo-cientificismo econômico do Consenso de Washington e do Plano Atlanta: altas maquiagens ideológicas pseudo-científicas pra justificar a concentração de renda,  a subnutrição infantil e a vampirização das riquezas naturais.
O outro não consegue desapegar-se de uma bula engessada na segunda metade do século 19 e início do século 20. E então fica acreditando piamente que é possível repetir a experiência bolchevique no Brasil, ou implantar a autogestão generalizada a curto ou médio prazo.
(não conseguem botar os pés no chão: nem a pau, seu Juvenal.)
Atualmente já tem gente manipulando ondas escalares, energias sutis, entrelaçamentos quânticos, drones fuderosos; porém os “marxistas ortodoxos” e os “positivistas lógicos” continuam estagnados epistemologicamente no século dezenove: apegados a uma "pseudo-ciência" impregnada de limitações perceptivas e castrações cognitivas.



No Brasil, preto é preto, e marrom é marrom. É a vida como ela é : aqui.
A REALIDADE.
Aqui, somos todos mestiços, ou quase todos: no sangue, nos cromossomos.
MAS EU TAMBÉM FIZ O “ELOGIO DA MESTIÇAGEM”.
No entanto...
todo mundo faz suas filtrações ideológicas, de um tipo ou de outro, mas fazem. Todos: marxistas, anarquistas, cristãos, centristas, pretos, brancos, homos, héteros, semitas, germânicos, “tupis”, etc, etc.
Por exemplo: os machos brasileiros preferem as brancas. A grande maioria desses machos. Ou então mulatas claras, ou no máximo ”médias”. Dificilmente pretas propriamente ditas. E não é exclusivamente por conta da discriminação classista, embora esta continue existindo. É porque acham mesmo a mulher de pele branca mais bonita (MAS NENHUM MACHO, DE QUALQUER COR, TEM CORAGEM DE ADMITIR ESSA VERDADE).
Outro exemplo: Nilo Peçanha era mulato (haja “photoshop”). Se fosse preto, propriamente dito, certamente não o deixariam assumir a presidência.
Negócio seguinte, m’ermão: se você tem medo da solidão ou da guerra, NÃO FALE A VERDADE. Porque diferentes tipos de patrulhas ideológicas podem decidir planejar a sua eliminação física num piscar de olhos.
Parecem “políticos”, todos eles; de todas as cores e ideologias. De todos os tipos e variantes.
Mas o único “político” daqui sou eu?? O ÚNICO QUE FAZ FILTRAÇÃO IDEOLÓGICA, DE QUALQUER TIPO, SOU EU??
Outros exemplos: Félix Chachá, que era caboclo, foi o maior traficante de escravos do Brasil. O Terço dos Henriques, que era composto, principalmente, de mulatos e caboclos, teve uma participação fundamental na destruição do Quilombo da Serra da Barriga, junto com as tropas de Domingos Jorge Velho, que também era caboclo. (eu estou falando dos diferentes tons da cor marrom.)
Xica da Silva tinha escravos.
Mas preste bastante atenção no seguinte, m‘ermão: eu não estou pregando ódio ideológico contra os mestiços em geral; nem concordata da “civilização mestiça”.
Pelo contrário. Pois eu sou mestiço também. No sangue. Nos cromossomos. E o racismo tem a ver também com “estados mentais” engessados; e não apenas com escravidão propriamente dita; (na antiguidade, TODAS as etnias tinham os seus escravos. TODAS.)
E eu estou apenas ALERTANDO para determinados detalhes que geralmente são secundarizados ou descartados; e podem emergir como “pontos-de-estrangulamento” em determinados contextos específicos.
E estou relembrando que eu também fiz o elogio da mestiçagem, e nunca preguei nenhum tipo de concordata da “civilização mestiça”. E também tenho contradições e ambiguidades, como TODAS as criaturas humanas.
Tá certo??



nem misoginia nem misandria.
nem homofobia nem heterofobia.
nem racismo branco nem racismo preto.
A bandeira é IGUALDADE,
e não a substituição de um poder unilateral
por outro poder unilateral.



CÂNTICOS QUÂNTICOS.

Encontrar-nos-emos no pós-morte.
Mônadas quânticas amareladas
virão ao nosso encontro, e dirão,
em linguagem polidimensional,
indiscutíveis verdades crudelíssimas.
Mais tripas de atores e mascarados
no primeiro fervor mirífico do olho do boi.
Simulacros da nova onda dissimulada;
descendo a ladeira desembestada:
embolando e descascando o fiofó.
O olho dos furacões e tornados que,
frequentemente, têm atormentado
as elites no litoral e na mata.
A cadela fissurada destilando baba,
de cachorro doido, nas encruzas do Babau.
O estertor do estertor do estertor.
Os últimos chiliques do cacique tonto.
O estopor do estopor do estopor.

Cabriolés incendiárias explodindo
em mil pedaços desengonçados...
e a Turba Muda não sabe
desenhar nem revisar.
Então repentinamente...
novos mercenários caucasianos
começam a incendiar destruindo tudo;
e assumem o poder em Samarcanda.
Alguns guerreiros báctrios ensandecidos
enviaram flechas envenenadas; mas em vão.
Sob o olhar complacente
de voyeurs canibalescos.
E matronas intoxicadas
na última reunião do Clube do Haxixe.
Ou os esperneios involuntários e inúteis
da Perna Cabiluda esteatopígica
do Calangutango Du Balacubaco.
Da tremedeira nas pernas do Universo
naquele dia que choveu xibiu.
...
E os pássaros não acordaram ninguém.
Suas melodias tristes...
apenas fizeram cosquinhas
no espinhaço das bestas.
Das mulas feridentas
do norte do Mar Negro
e da Transcaucásia.



A morte é um “contínuo cósmico bipolar”. Um fenômeno que acontece em determinada altura de um “locus” na curvatura do espaço-tempo. Enquanto o Universo continua em expansão.
Mas a vida sempre ressurge do “nada”.
Vida e morte irão alternar-se eternamente, como lados de uma mesma bipolaridade cósmica. E o “ego individual” precisa aceitar o fato de que é apenas uma fagulha passageira, um epifenômeno de uma fração de segundo.
A grande vantagem da morte talvez seja facilitar a diversidade genética nos mamíferos. Pois uma maior quantidade de diferentes genes parece ser um fator fundamental para as mutações benéficas. E se a vida ressurge com novas possibilidades cromossômicas, depois da morte, então teremos uma maior probabilidade para novas variações “mutantes”.
Bactérias (procariontes) não morrem: autoreproduzem-se a partir de si mesmas, desde os primórdios do universo, fazendo clonagens de si mesmas (e conseguem um pequeno acréscimo de DNA extra após a divisão binária). No entanto, têm mais dificuldade para diversificar os próprios genes, que são repetidos indefinidamente, até certo ponto.
Aceitar a existência do fenômeno da morte é como aceitar a inevitável existência do lado B numa bipolaridade. Mas esse “reprocessamento” psicológico é um mecanismo mental muito difícil. A percepção humana, desde os australopitecos, vem “penando” muito pra enfiar essa verdade nos ossos cognitivos. No tutano das medulas.
E a Tanatologia é uma ciência jovem que dá sinais de que serão difíceis os avanços específicos nessa área, tão espinhosa e sombria.
É bronca. Nunca foi fácil.



Depois do Powerpoint, eu vou encarar o EXCEL AVANÇADO.
mas... um "zap" eu não vou abrir.
Recuso-me TERMINANTEMENTE a abrí-lo.
Senão, dessa vez, eu acabo endoidando LITERALMENTE.
Minhas primas é quem vão recolher a minha merda e o meu mijo.
Como fizeram as primas de Nietzche e Ramakrishna.
E ESTA É UMA TAREFA MUITO INGRATA. MUITO AMARGA.
(o caso do Jung é apenas um transtornozinho momentâneo.
 E sobre o Heidegger, eu não ousaria falar.)
* vou sair da "esquizoidia leve" para a "esquizofrenia propriamente dita"??
POR ACASO, EU TAMBÉM ESTARIA COMPLETAMENTE DESGOVERNADO?? (LITERALMENTE).
Eu estaria tendo apenas, momentaneamente, impulsos semicaóticos que atropelam e dominam a Consciência??
* E a guerrinha sanguinária ente “epicuristas” e “cirenaicos” vai continuar ETERNAMENTE.
ad aeternitatem.



se a extrema-esquerda (leninista ou anarquista) ataca prioritariamente o PT, então essa postura é uma grande burrice na relação entre tática e estratégia (ou alguma variante de "centrismo" disfarçado de "esquerdismo radicalóide": oportunismo "de esquerda", ou “anarco-individualismo” cooptado sorrateiramente.)
A posição mais inteligente seria
um acúmulo de forças gradual;
estratégia etapista;
bem-estar a médio prazo;
frente ampla "progressista".
Mas...
"a esquerda só se junta na cadeia."
(ditado antigo: domínio público.)



A maior parte do cristianismo atual é "paulinismo" fundamentalista, e não o cristianismo de Yeshua Meshiah. E esse "paulinismo" está cheio de contradições, aporias e pendores “fascistóides” ou “neo-liberais”.
Mas o pior mesmo são as fêmeas que aderem a esse falso cristianismo fundamentalista do patriarcado javeísta "fascistóide". (será que essas mulheres gostam de ser dominadas??
gostam de ser "castradas"??
estaríamos diante de alguma nova espécie de
masoquismo pseudo-cristão??
ou seriam fêmeas “cooptadas” pela burguesia ianque??
tem agentes da “CIA” também??)
Mas...
nem todo cristianismo é fundamentalista, fascistóide ou neo-liberal.
O cristianismo da Teologia da Libertação era “marxista”.
O de Lula e da CNBB é de “centro-esquerda”.
O de Tólstói era “libertário”.



Quando eu defendo a castração química para pedófilos e estupradores, eu não estou defendendo, por tabela, a “censura em geral”. Por um motivo bem simples: na ARTE deve haver liberdade “total”, desde que seja implantada a classificação por faixa etária, e o gerenciamento de locais específicos para maiores de 16 anos.
Evidencia-se que o aspecto mais polêmico dessa questão é o “trauma” que pode ser causado em crianças e pré-adolescentes, pois o “trauma”, quando é grande, ao invés de estimular a “expansão da consciência” e da “visão crítica”, pode, ao contrário, TRAVAR psicologicamente o início da ampliação perceptiva e do senso crítico.
LIBERDADE TOTAL, NA PRÁTICA, é um factóide. Que às vezes é defendido, equivocadamente, por setores “extremistas” e “autodestrutivos” da herança contracultural, ou assemelhados. No caso da literatura, por exemplo, seria necessário colocar na capa do livro o aviso da faixa etária.
Ah, sim: a pedofilia de Maomé, e de certos padres, ou artistas “desgovernados”, não está fora dessa discussão: eu não tenho medo de “fascistinhas” ou “totalitários” disfarçados de profetas ou de “santos absolutamente sublimados”; ou de “bandidinhos individualistas” disfarçados de artistas transgressores.
E o lance mais inteligente seria o seguinte: na VIDA REAL, é necessário que haja limites ao lidar com “o outro”.
NA VIDA REAL e no TRATO PESSOAL. Mas não na ARTE (desde que sejam tomadas algumas precauções específicas com as diferentes faixas etárias, como eu falei anteriormente.)
Tá certo??



A diferença entre “pichação” e “grafite” é a dosagem de “arte”??
Ou a dosagem de “depredação” de patrimônio?? (público ou privado).
Ou a diferença entre estilo “simples” e estilo “rebuscado”??
Mas a “arte” é indefinível??
E o conceito de “depredação” é variável??
E os estilos são diversos e plurais??
Com o coração sincero e tranquilo, eu digo: gosto mais de grafite do que de pichação.
Em termos estritamente “artísticos”, reconheço que o grafite evoluiu mais do que a pichação. E há uma enorme relatividade aqui.
Porém...
se a vida é mais importante do que a arte, então...
a “conjunção de fatores” é mais importante do que a arte; TAMBÉM.
Quais fatores?? ...
... sócio-econômicos, bioquímicos, neuronais, ambientais, cósmicos, étnicos, sexuais, classistas, existenciais, espirituais, etc, etc.
E então??
A juvenil cognição “mestiça” também tem memória curta e pendores egóticos?? E por isso “depreda” ou “deturpa” patrimônios?? (públicos ou privados).
Sei não. Tenho minhas dúvidas.
Reconheçamos que estamos diante de um “imbróglio” extremamente complexo, multifacetado. E que é muito difícil, num caso supercomplicado desses, tomar uma decisão definitiva e vertical (uma resolução final e indiscutível).
Então eu continuo inseguro em alguns aspectos específicos.
Eu não sou nenhum “João-sabe-tudo”. Ou o “Guru do sacrequé”. Ou o Cão comendo jambo no auge do verão sertanejo.
E vocês?? O que acham??



A recente descoberta e comprovação da existência do plasma cósmico PRIMORDIAL (densificado), mormente o originário das estrelas de nêutrons, OU DAS PROFUNDEZAS INSONDÁVEIS DO NADA QUÂNTICO, trouxe e fez emergir muitos segredos universais que os neopositivistas já vinham TENTANDO ESCONDER, OU JOGAR PRA DEBAIXO DOS TAPETES. Ou adquirir exclusivismo “ideológico”, mal disfarçado, sobre as pesquisas desses assuntos espinhosos (randômicos, paradoxais, rizomáticos, aporísticos):
e guardados A SETE CHAVES em porões epistemológicos mortais.
Como se não bastasse a morte do W. Reich, a destruição da carreira profissional do Tesla, a infernização da vida do Turing, a morte do Osho, os choques elétricos na cabeça do Paulo Coelho. ETC.
Mas eu não estou nem um pouco preocupado com os destinos finais da psiquiatria normótica e reacionária. Nem estou querendo lamber crias antipsiquiátricas unilaterais do maniqueísmo mútuo (às avessas; ou de revestrés.)
Justamente eu??
(qué isso, rapá ??)
Por mim, podem fazer sarapatel com miôlos de cérebros unidimensionais À VONTADE.
Papinha de gordura cerebral. Muqueca de cérebro de hominídeos e répteis.
porém...
“o peixe morre pela boca.” (nunca esqueçam)
E fiquem bem antenados. Com as orelhas bem em pé.
Se liguem. Se toquem.
Tás ligado ??



O maniqueísmo mútuo entre artistas e guerreiros parece eterno, e incurável. Até mesmo o mínimo diálogo, por menor que seja, mesmo dentro de limites recíprocos, parece impossível.
É dicotomia e estreiteza egótica nos dois lados ... até altas horas.
Os guerreiros são tão necessários quanto os artistas.
No fundo do fundo, no frigir dos cocos, somos todos guerreiros, de uma forma ou de outra. Ou estrategistas, de um tipo ou de outro.
A postura unilateral e dicotômica, em qualquer um dos dois lados, é o alicerce das limitações perceptivas. O ego se alimenta de extremos e dicotomias, de um lado ou de outro. Não importa qual lado você escolher; se escolher de forma unilateral e maniqueísta.
O poeta é o bem e o guerreiro é o mal??
é assim??
Queria eu que fosse assim tão simples. Mas a vida é complexa e multifacetada. Os artistas não são, A PRIORI, melhor que os guerreiros. E vice-versa. Tudo é relativo sob a condição humana e terráquea.
Demonizar TOTALMENTE os guerreiros, e endeusar TOTALMENTE os artistas: seria a última fronteira do maniqueísmo mútuo, da unilateralidade dicotômica, estreita e “totalitária”.
E se você tentar o diálogo com os dois lados (um mínimo de entendimento recíproco), você será declarado inimigo pelos dois, e entrará num fogo cruzado insuportável. Fatal.
E tem outro imbróglio terrível nessa história trágica: generalizar conclusões. Acreditar que TODOS os guerreiros são “vampiros fascistóides”, ou que TODOS os artistas são “individualistas pirados”. Generalizando “pré-julgamentos” e bulas engessadas, DOS DOIS LADOS.
DURMA-SE COM UM BARULHO DESSES.



Colocar TODA a culpa nos políticos decorre de uma limitação perceptiva específica. OU de uma esperteza individual ou de pessimismo conformista. Conforme cada caso. O poder não é uma cúpula, o poder é uma teia, que inclui parcelas dos estratos altos, médios e baixos (incluindo os eleitores dos políticos mais corruptos, e os famosos pobres de direita). Ficar apenas projetando uma postura unilateral, ou APENAS jogando merda no ventilador, não vai ajudar. (vai mais atrapalhar, confundir, desviar). Um partido são todos os seus filiados. E generalizar acusações seria um erro de estratégia, ou difamação generalizada.
O centro da questão não é: condenar TOTALMENTE o partido B ou C.
Pois o “centro da questão” é: qual a dosagem POSSÍVEL de distribuição de renda e acomodação de diferenças em determinado contexto apesar de determinada dosagem de corrupção. Portanto: quem erra individualmente, paga INDIVIDUALMENTE.
Cada partido que corte na sua própria carne; e a luta contra a corrupção vai continuar.
(Voto nulo é bobeira: é entregar para outros o poder de decidir. E o pessimismo conformista é um dos pilares de sustentação do Estabelecido.)
* e mais: a maioria dos que atacam TODOS os políticos são fascistas ou neo-liberais extremos, ou anarco-individualistas delirantes, ou sorrateiramente “cooptados”.
(projetar é fácil.
Difícil é morder o próprio rabo.)



Pornô para menores de 15 anos é realmente uma proposta preocupante, pois há risco de traumas (o que poderia ter, como conseqüência, na criança, dificuldades futuras para ampliar a visão crítica e a percepção aprofundada: alguma espécie de “travamento” decorrente do trauma).
Na minha literatura, eu expus todas as verdades “cabeludas” da guerrinha "machismo VERSUS cinderelismo". Mas esta literatura não é recomendável para menores de 16 anos.
No entanto, é necessário e urgente a efetivação da classificação por faixa etária (adequando horários e locais; e botando as “crionças” pra dormir antes das 21 horas.)
E esta é uma velha discussão. Desde Freud. (se você tomar como referência o mês de maio-de-1888, então já temos 120 anos da mesma polêmica sanguinária.)
O velho “id” contra o velho “ego”. Com o “superego” emergindo das profundezas, após ser reprimido pelo eixo “ego-id”. E o “Eu superior” permanecendo nas profundezas do Inconsciente Coletivo.
Velho papo. Mais neurótico impossível.
E o Marx dizia assim: “A história se repete como farsa.”
Atenção, garotos, muita atenção: o “Superego” não é o “Eu Superior”. Pois o primeiro separa e descarta. Enquanto o segundo integra e transcende.
Óbvio. Não??
Mas aqui teríamos que, “obrigatoriamente”, trabalhar com uma “quaternidade”. E aceitar, como o Jung, que a integração da Sombra Coletiva, dentro da autotranscendência na subjetividade individual, não deve implicar na hegemonia da Sombra, pois a “Sombra” e o Eu Individual precisam acatar decisões e “ordens” do Eu Superior, na “quaternidade”: Id (ou Sombra), Ego, Superego e Eu Superior.
(em verdade vos digo.)
NA ARTE, deve haver liberdade total, desde que haja um cuidado prévio com a faixa etária (horários e locais específicos para faixas etárias específicas). Portanto: na VIDA REAL e no TRATO PESSOAL, seria mais inteligente evitar as pornofonias e outras ultrapassagens de determinados limites recomendáveis para o “bom senso” CRÍTICO, porém responsável e democrático.



Como é possível que um elétron possa ocupar “dois lugares” ao mesmo tempo??
Porém isto foi provado pela “experiência da dupla fenda”. É um fato indiscutível.
O neutrino pode movimentar-se com uma velocidade superior à velocidade da luz??
Tudo indica que sim. E as ondas escalares também.
Diferentes tipos de “fluidos” sutis podem surgir de dentro da “energia escura”??
Um “mini-buraco-negro” pode interligar-se com outras “dimensões” cósmicas??
Quais os limites da consciência humana??
A consciência influi nos resultados da pesquisa “científica”??
Onde começa a “ciência” e onde termina a “superstição”??
O conhecimento “místico” e “espiritual” é um tipo de “superstição”??
A especulação “abstrata” da matemática quântica conseguirá encontrar fórmulas que expliquem a maioria dos fenômenos de uma Teoria Unificada de Tudo??
Quem, no Universo, atua como fator de interligação de tudo que existe?? A energia escura?? a energia escalar?? as duas ao mesmo tempo?? ou seria um entrelaçamento de microondas com outros tipos de “energias sutis”?? formando pequenos “nós” energético-cognitivos??
As ondas cerebrais e as ondas gravitacionais são parentes próximos??
A maior parte dos fenômenos universais, em geral, são “rizomáticos” na sua intimidade??
A subjetividade humana é “rizomática”??
Partícula e antipartícula configuram uma “complementaridade bipolar”??
O “nada” está sempre cheio de possibilidades??
E o que dizer das “realidades” não-causais?? O que é uma “espuma quântica”??



O positivismo lógico, a abordagem pan-racional ou um esquema mental semelhante, quando funcionam como uma bula “engessada”, impõem limites à expansão da consciência e ao aprofundamento da introvisão: não há mais dúvidas em relação a isso. Atua mais como uma “camisa-de-força” epistêmica do que como um estimulador da ampliação perceptiva. Mas a Filosofia Quântica e a Visão Holística não têm resposta pra tudo, nem querem substituir a hegemonia da ferramenta “lógico-quantitativa” dentro das universidades. Pois sabe que as simbioses, sinergias e conjunções de fatores são mais importantes do que a supremacia de um campo-de-conhecimento sobre outros campos (diferentes tipos de “ciência”). Estou falando de “pluralismo epistemológico”, OBVIAMENTE.
Por fim, tem esse problema de como inserir os diferentes tipos de luta dentro das diferentes filosofias, já que algumas delas “escapam” da luta-de-classes e de outras lutas específicas. Além de que o marxismo ORTODOXO sempre foi caudatário de uma visão próxima ao “positivismo lógico”, e assemelhados. Mas o futuro pertence à complexidade multifacetada, acredito eu.
Portanto vamos mandar a nossa bola “rizomática” pra frente. E sair da defensiva, mas sem querer implantar novas bulas totalitárias e castradoras, ou reinvestir no “amor incondicional” politicamente “à direita”. É isso. Sem dúvida. Sem querer impedir os avanços da “interdisciplinaridade” e das “transversalidades”.
PORÉM...
O MAIS DIFÍCIL É INTERLIGAR TODAS AS LUTAS: EPISTEMOLÓGICA, CLASSISTA, AMBIENTAL, ÉTNICA, EXISTENCIAL, ESPIRITUAL, SEXUAL, ETC, ETC.




Sonhar é grátis, mas é perigoso.
Projetar é fácil. Difícil é morder o próprio rabo.
Pois é, meus amigos, nunca cutuquem a onça com vara curta, nem joguem pérolas para porcos, nem fiquem olhando apenas pra fora, sem nunca olhar pra dentro. E vice-versa.
Eu também sofri algumas conseqüências dessas bobeiras. Sérias conseqüências.
Eu também sou “gato escaldado”. Mas não estou agora pregando nenhum tipo de conformismo, ou covardia, ou cooptação. Eu continuo na luta. E vou continuar. Mas agora de uma maneira mais lúcida, mais preventiva, com os pés no chão.
Escondi no porão as minhas asas de cera, e a eterna adolescência “utópica”, e a autopercepção ilusória, e a autocomiseração. Mordi o próprio rabo: antes tarde do que nunca. E doeu.
Há criaturas que só aprendem com a dor. Mas tem outras que não aprendem nem mesmo com a dor.
Vou “orar e vigiar” pra que outros sonhos inexeqüíveis e outras ilusões egóticas e outras “aborrecências” dos Peters Pans incuráveis não me levem a praticar insânias “românticas”, ou arregimentar grupos utópicos temerários, ou afundar em limitações perceptivas sobre si mesmo. Daqui pra frente vou prestar mais atenção nessas armadilhas mentais e “existenciais”. Vou aguçar mais os ouvidos, levantar bem as orelhas e lustrar os olhos.
Pois é.
Eu, hein??



Quando eu enfatizo as divisões internas de grupos e subgrupos (EM GERAL), eu não estou querendo sabotar ninguém. Nem mesmo quando enfatizo as bipolaridades de fulano ou beltrano.
Muito pelo contrário: estou apenas fazendo um alerta sincero.
Pois...
... cabe tudo no coração dilatado do arreganhado e esquizóide “bodissatva” do Estige, e “adjacências”. (o Jung vacilando na integração da Sombra; mesmo que apenas momentaneamente.)
Não estou querendo sabotar nem mesmo quando aponto aspectos negativos do Lado A. (porque sei que existe sempre um outro lado, o B-de-bola, como lados de uma mesma bipolaridade... cósmica; universal.)
E aí o Bicho pega mesmo. De verdade.
A Perna Cabiluda dando bambão de todo tamanho nas caminhonetes.
Revirando as bestas e os paus-de-araras. Embolando.
misericórdia !!
Eu realmente não queria entrar nesse assunto. Falando sério.
mas...
Quando as hordas vampirescas e fundamentalistas, de todos os tipos e variantes, entraram em cena abruptamente...
bem disfarçadas de luminosidade dupla...
eu senti uma cosquinha insuportável no tutano do espinhaço. E então foi inevitável uma impulsiva, imprevisível, e transtornada reação “ideológica” e cromossômica.
Da Febre du Rato pra dentro umas quinhentas léguas.
Porém...
eu não estou mesmo interessado em fazer “entrismo liquidacionista” nos vossos grupelhos e concordatas. Me esqueçam, se o assunto em pauta é esse.
Eu estou primeiramente interessado em tornar os guerreiros mais inteligentes e cultos (menos egóticos). Verdadeiramente desapegados. Com visão ampla e senso crítico.
Então eu preciso ter a coragem de falar dos dois lados em tudo. E ampliar a percepção até onde for possível ampliar; sob as incontornáveis limitações da condição de símio cognitivo terráqueo.
(é outra história.)



Muita gente considera a “segunda chance”, e o “70 vezes 7” do Yeshua, como capciosas argumentações de gurus famintos de poder. Ou falconídeos miríficos. Mas não é bem assim. Pois o “buraco” está em toda parte, e não apenas em cima ou embaixo.
Eu daria uma segunda chance a Orlando Silva de Jesus. Mas, nesta segunda vez, colocaria o referido negão no Ministério da Educação. Mas o grande problema, mesmo, é que, em 99% dos casos, o perdão PROFUNDO é apenas uma quimera na maior parte das “religiosidades” e “espiritualidades”.
Quem prevalece, NA PRÁTICA, quase sempre, principalmente nas grandes e médias coletividades, são os interesses seculares e imediatistas do velho “ego” dos primeiros hominídeos (principalmente Neandertal e Cro Magnon), ou dos primeiros degredados lusos; frequentemente disfarçados de “desapego absoluto”. Mas esse “absolutismo desapegado”, NA PRÁTICA, é um fenômeno tão raro que só acontece em determinados “quasares” ou “estrelas mortas” em todo o Universo. É tão raro que não serve pra levantamentos estatísticos.
E eu estou aqui, em pleno início do século 20, mais atarantado e cheio de dúvidas do que a grande sacerdotisa Cassandra de Tróia; além de fudido e arrombado. Com mil falcões e carcarás, de todo tipo e tamanho, sobrevoando o resto de meus ossos e articulações. Mas o “perdão absoluto” continua sendo pregado como a última moda nos acampamentos de “xamãs” cimérios, eslavos e tártaros.
Tem também os saxões e os ostrogodos. (estes costumam ser mais perigosos).
EU, HEIN ??



O conceito de “integração da Sombra”, das psicologias junguiana e transpessoal, é um conceito tão polêmico que às vezes desemboca em disputas epistêmicas “sanguinárias”. A Sombra seria, por assim dizer, o pólo “negativo” do inconsciente coletivo; e o “Eu Superior” seria o pólo “positivo” (e o Ego estaria no “meio” dos dois, como um ponto de ligação entre esses dois pólos). Ou melhor: os dois lados do inconsciente coletivo são, segundo as referidas psicologias, subdivididos em vários setores, que o Jung chamava de “arquétipos”. Em outras palavras: seriam bipolaridades entrelaçadas, onde, em cada bipolaridade específica, às vezes ocorre a hegemonia do “lado A”, e às vezes ocorre a hegemonia do “lado B”.
Segundo as duas referidas psicologias, a função do Ego seria assimilar e integrar a Sombra, evitando ao mesmo tempo a hegemonia da Sombra; e isto seria feito através da autotranscendência, tornando-se capaz de fazer um autogerenciamento lúcido e saudável da Totalidade Mental.
Mas o imbróglio é que algumas psicologias e religiões discordam frontalmente dessa proposta de assimilação e integração, que pressupõe também negociações e acordos; pois vêm neste “esquema mental” uma capitulação diante de setores “demoníacos” da psique humana e da “teia cósmica”. O fundamentalismo bíblico, por exemplo, é claramente taxativo: Não deve haver qualquer acordo ou negociação entre o “Eu” e estes setores que seriam, conforme o fundamentalismo bíblico, um campo demoníaco da mente humana. E há também alguns tipos de Psicologias que rejeitam esta “integração” e este “autogerenciamento” ancorado na “autotranscendência” e na expansão da consciência.
A maioria das variantes de cristianismo também rejeitam categoricamente qualquer assimilação ou acordo, ou autogerenciamento, e “receitam” a repressão profunda como forma de eliminar as influências “maléficas” desse suposto campo mental “demoníaco”.
Segundo Freud, a maioria dos casos de neurose e histeria derivam, ou surgem, dessa repressão profunda e excessiva. MAS ISSO JÁ É OUTRO PAPO, que não cabe nos limites desse microtexto.



“Falta de cultura pra cuspir na Estrutura.”
(Raul Seixas, na música “Não fosse o Cabral”, de 1983.)
“Não faço isso nunca mais.” - disse Orlando Tacapau, ao sair de uma biblioteca pública:
ele é o personagem principal do livro “O preço da passagem” (1972), de Chacal (Ricardo Carvalho), poeta marginal carioca.
Temos aqui duas frases infelizes.
Apesar da herança canônica e acadêmica costumarem classificar como “subcultura” alguns campos culturais que não merecem tal epíteto: como é o caso da cultura alternativa (em geral) e da literatura marginal (em particular).
No entanto, o desprezo TOTAL pelas heranças canônica e acadêmica é uma postura maniqueísta e dicotômica que implica em limitação perceptiva e redução da bagagem cultural e ideológica.
E então, para combater o “Sistema”, é necessário bons argumentos, e isso decorre de muito conhecimento geral, introvisão aprofundada, senso crítico, acúmulo cultural, percepção ampliada, participação direta (in loco), etc.
Reduzir a bagagem cultural, (no sentido geral), para “reforçar” o distanciamento da herança acadêmica, e canônica, seria um grande equívoco intuitivo e um raciocínio estratégico perigoso. Um tiro no pé. Um tiro saindo pela culatra.
Então, ao invés de censurar ou extinguir a Globo, vamos investir nos nossos espaços culturais; e ganhar os corações, as mentes e as almas.
Porém...
eu ainda aceito a classificação por faixa etária, devido ao risco de traumatizar; o que travaria as possibilidades de ampliação perceptiva e aprofundamento da introvisão.
E eu não sou nenhuma camisa-de-força, nem leito-de-Procusto, nem podador de almas; ou ditadura “às avessas”.
Tenham dó. E me poupem.
(ôxe...
tás me estranhando?? é??)



Sou EU quem decide as minhas dosagens de liberação e sublimação.
Quem decide sou eu, e não a “ortodoxia” contracultural. OU o fundamentalismo bíblico. OU qualquer trambolho ideológico que funcione como bula cultural engessada.
Com essas “bulas” funcionando como “conchas” fechadas em si mesmas, excludentes entre si, fica muito difícil, e perigoso, fazer uma opção individual por determinadas dosagens de combinação entre diferentes aspectos positivos de cada uma.
E também o seguinte: se você optar por costurar uma “colcha-de-retalhos pessoal” com diferentes nuances de vários campos, ... você será declarado inimigo por todos eles.
Pois cada “campo” julga-se “dono da verdade”, e não aceitará a opção por uma “colcha-de-retalhos individual”. É como se estivesse implícito que cada pessoa precisa sentir-se na obrigação de escolher um deles, e fechar-se nele.
Portanto: minhas dosagens pessoais não podem ser decididas pela bula contracultural, ou marxista, ou bíblica, ou “positivista”, etc: (quando funcionam mentalmente como bulas “engessadas”; e determinados aspectos tornam-se “dogmas”).
Então quem decide sou eu, OBVIAMENTE.
(enquanto o nosso país for democrático, mesmo dentro de certos limites.)



Usar o “suicídio branco” contra a “normose” é uma tática existencial que está ultrapassada, e “desmascarada”. Mas é preciso dizer, e repetir, que o fundamentalismo bíblico também está começando a ser “desmascarado”, e ultrapassado por outras propostas de novas religiosidades. Antes tarde do que nunca.
A passagem do tempo mostrou também os aspectos negativos da contracultura “suicida” (quando é “suicida”), e do fundamentalismo bíblico também, nas suas diferentes variantes.
De maio de 68 até maio de 2018 já passaram 50 anos. Foi tempo bastante pra que os diferentes aspectos dos dois lados de cada um desses referidos campos “ideológicos” emergissem à vista de todo mundo.(só não viu quem fez questão de não ver; de um lado ou de outro.)
No caso específico da criatura humana, evidenciou-se que o “meio-termo”, o “caminho do meio”, parece adequar-se melhor à esta criatura específica. Tou falando do autogerenciamento de dosagem e freqüência no uso de substâncias e comidas “carregadas” (no sentido geral); e da ampliação erótico-sexual também. Cada organismo é uma realidade pessoal diferente, com suas especificidades.
E aqui então é necessário fazer uma importante “ressalva”: não se trata de interferir na liberdade individual de ninguém. Trata-se apenas de uma discordância quanto a usar o “suicídio branco” como uma BANDEIRA cultural.
Mas as dicotomias e maniqueísmos mútuos permanecem. Há “fanáticos” egóticos e “ditatoriais” nos dois campos, que insistem na manutenção de extremos específicos contra o autogerenciamento responsável da liberdade individual: diferentes “extremismos” dicotômicos no lado “A” e no lado “B”. Enfim: cada um que administre os limites do seu corpo, à seu modo pessoal, usando sua força interior e seu discernimento intuitivo.



“tecnofobia” talvez seja a palavra mais polêmica do momento atual:
quando a “tecnofobia” aproxima-se de um temor excessivo e “patológico”.
Mas esse “temor” torna-se “patológico” apenas quando ultrapassa determinado limite do medo medianeiro.
Isso quer dizer que...
a criatura humana precisa aprofundar o seu potencial de autotranscendência, autogerenciamento e ampliação perceptiva; ou melhor: precisa tornar-se capaz de administrar bem a tecnologia (direcioná-la para que ela torne-se uma auxiliar do ser humano;
e não o contrário: este é o grande desafio para o nosso futuro humano: não permitir que a tecnologia nos domine;
ao mesmo tempo que aprofundamos a nossa capacidade de autopercepção e autogerenciamento.)
GRANDE DESAFIO. EXTRAORDINÁRIO DESAFIO.
Pois o caminho a ser seguido, no futuro, não é a volta ao passado; mas o avanço e ampliação do Conhecimento em geral;
(dentro e fora; fora e dentro.)
“quem olha pra trás, vira estátua de sal.”



Acredito que a luta contra o "ponto eletrônico", NA UFPE, é uma luta perdida. E insistir na luta contra a automatização, AGORA, seria um desperdício de tempo e energia.
(na UFPE, e não na UFAL.) ...
... então vou fazer um recuo tático até a próxima eleição pra reitor.
Acho mesmo que não temos acúmulo de forças ESPECÍFICOS na UFPE, neste momento AGORA.
Depois da eleição pra reitor, eu posso mudar de tática.
MAS NÃO AGORA.
NA UFPE, agora, atualmente, a "automatização" é irreversível.
(a relação de forças contextuais, NA UFPE, é diferente da UFAL.)
Não é uma questão de ser a favor ou contra, PESSOALMENTE.
(eu fiz um recuo tático, embora seja contra.)
Vou esperar até a próxima eleição pra reitor, com já disse.
Após a eleição, talvez seja possível reverter ou atenuar.
10/10/18.



Amor e ódio, ou luz e treva, são lados de uma mesma moeda. NÃO SÃO DUAS MOEDAS: apenas os lados se alternam e se misturam. Tudo existe aos pares. são díades. Amor e ódio são uma coisa só: uma bipolaridade. É dialético.
(onde tem amor tem ódio.
o tamanho do ódio é do tamanho do amor.)
Porém a criatura humana precisa usar o autogerenciamento para trabalhar uma hegemonia da luz sobre a treva, ou da paz sobre a guerra, mas sem querer extinguir o ódio, e nem a guerra, ou seja: sem extinguir um dos pólos da “díade”. E também o seguinte: o ódio e a treva têm uma função, dentro da bipolaridade, dentro do jogo dialético: na dosagem certa, na hora certa, E POR UM MOTIVO JUSTO. Mas têm que ser bem administrados pela consciência: pelo que Freud chamava de "autossublimação não-repressiva":
força interior e discernimento intuitivo, ao mesmo tempo.  
Portanto: a paz e a guerra, o amor e o ódio, a luz e a treva, continuarão se alternando e se misturando por toda a eternidade. Ou melhor: a alternância e a mistura de opostos é uma lei cósmica.
Um “entrelaçamento quântico”.

Tudo isso é uma boa argumentação contra o pessimismo conformista, o anarco-individualismo à direita, e o assistencialismo cooptado; já que qualquer um dos dois lados, ou a mistura, podem, em determinados momentos, tornar-se hegemônico CIRCUNSTANCIALMENTE, dentro da “díade”.

Sou inteiro. Sou pleno. Não quero extinguir nada em mim
(nem reprimir).
Quero fazer autotranscendência e autogerencimaento de diferentes dosagens em diferentes contextos. Não quero extinguir nada,
nem reprimir. Quero gerenciar e administrar.
Não estou procurando pureza absoluta na Terra; pois sei que aqui não encontrarei pureza ABSOLUTA.
Estou procurando apenas o POSSÍVEL para a realidade terrestre e humana.



Ninguém, em sã consciência, vai defender o consumo “descontrolado” de carne vermelha, enlatados ou embutidos: isto equivaleria a, entre outros problemas, defender indiretamente um alto nível de intoxicação do sangue e de acúmulo de gordura nas artérias.
Mas é preciso lembrar, sempre, que a liberdade individual está, também, inserida nesta discussão. E quem quiser comer carne, deve ter democracia e liberdade pra fazer isso;
(o direito ao contraditório.)
E há outro problema com o vegetarianismo “unilateral”: a carne vermelha também tem suas funções dentro do organismo; principalmente na bioquímica cerebral (proteínas cerebrais), além de aminoácidos e compostos nitrogenados que auxiliam o sistema imunológico e o fortalecimento dos músculos.
Mais um problema: o vegetarianismo “totalitário” resulta, frequentemente, na demonização total da carne vermelha, o que é uma postura maniqueísta e dicotômica. Sem falar nos pendores “fascistóides” do patriarcado védico vegetariano, e seu sistema-de-castas insolúvel, NA PRÁTICA. Isto quer dizer: a DOSAGEM da “pulsão-de-poder” não depende do uso de carne ou verdura: ela pode manifestar-se excessivamente em vegetarianos ou onívoros.
(Hitler era vegetariano.)
E eu reafirmo o meu direito de ser ONÍVORO, mas estou de olho na minha pulsão-de-poder; tou fazendo meus sinceros esforços de autogerenciamento. E cada um que administre suas dosagens e suas freqüências, sem demonizar as opções alheias. E sem querer instalar nenhuma espécie de totalitarismo, ou ditadura “alternativa”, ou “ecoxiismo” castrador.
Pois é.
Eu, hein??



SANGUE DE BARATA.
O centro da questão da violência não é a “paz absoluta”, nem “violência zero”.
Paz absoluta é morte, ou estado vegetativo. É paz de cemitério.
No caso da criatura humana, e da condição terráquea, é necessária alguma dosagem de violência, direta ou indireta, na luta pela sobrevivência, como forma de AUTODEFESA.
Na verdade, a “paz absoluta” é usada como uma estratégia de dominação psicológica contra inimigos ideológicos, E TEM SIDO USADA PRINCIPALMENTE POR FALSOS RELIGIOSOS E FALSOS MORALISTAS, através de uma pregação ancestral que confunde bondade com idiotice, ou sapiência com escapismo. Propositalmente ou não.
(Porém o anarquismo pacifista também usa, às vezes, o pacifismo ABSOLUTO como um “factóide”. Mas atenção, muita atenção: nem todo anarquismo é pacifista.)
Então... quando um indivíduo está assim “espiritualmente” dominado, ele já não consegue lutar PARA SE DEFENDER. Torna-se incapaz de se defender, e torna-se um “inimigo” psicologicamente NEUTRALIZADO. Mas há quem diga que isso constitui um tipo de “iluminação”. Um estado muito evoluído da consciência.
Estão confundindo “alhos” com “bugalhos”?? OU estão apenas cinicamente exercendo dominação mental sobre o outro??
Mas variam os motivos pelos quais é NECESSÁRIO usar alguma dosagem de violência, como LEGÍTIMA DEFESA. Então, ao invés de negar a utilidade de dosagens de violência, vamos avaliar lucidamente, e sem filtrações ideológicas maldisfarçadas, a justeza ou o engano dos referidos motivos.



Cristo, ele mesmo (Yeshua), era contraditório;
e isso é bom:
porque faz dele o mais humano entre todos os "avatares":
há dialética nas contradições humanas.
(Numa passagem bíblica, ele dá a outra face;
e em outra passagem, ele chicoteia.)
Os "herdeiros" do Yeshua é que "inventaram" um
pseudo-cristianismo para usar como "ópio ideológico" contra os pobres;
(quem "inventou" esse falso cristianismo foram os "herdeiros";
e não o próprio Yeshua.)
(É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um "burguês" entrar no reino dos "céus".)
Yeshua Cristós.
"Quem tem dois casacos, dê um deles.
Quem tem dois cavalos, dê um deles."
(parodiando Yoanan, primo de Yeshua.)


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OUTROS MICROTEXTOS


O eixo central da questão política atual é o “estado-de-bem-estar” tupiniquim. É isso que a grande burguesia quer evitar. Porque ela sabe que é POSSÍVEL, a médio prazo, a implantação de um “estado-de-bem-estar”. Por isso é que ela tenta, por todos os meios, impedir a candidatura de Lula. E sabe também que um esquema “bolchevique”, ou algo semelhante, é impossível de ser implantado no Brasil (ela não se preocupa com isso, porque sabe que não é viável, para o Brasil).
No caso de Lula, uma articulação de “frente ampla”, em torno dele, poderia trazer a possibilidade de implantação de um esquema “democrático-popular”, de centro-esquerda, à médio prazo, por acumulação gradual de forças, paulatinamente. Isso é POSSÍVEL. E a grande burguesia sabe disso.
A questão, para a grande burguesia, é que o nome de Lula é o mais popular (não há outro nome mais popular que o dele). Então ela joga suas fichas pra forçar um “plano B” petista que não teria a popularidade de Lula, e portanto isso diminuiria bastante a possibilidade de vitória das forças “democrático-populares”: de centro-esquerda e esquerda democrática, que seria o POSSÍVEL para esse momento atual. Com estratégia “etapista”.
Amorim, por exemplo, não tem 10% da popularidade e do carisma de Lula. Nem vai ter. Nem é provável que Lula consiga transferir todos os seus votos pra Amorim, se fosse o caso.

E aqui entra em cena o “nó-de-porco” das divisões internas da esquerda brasileira (em geral, incluindo a centro-esquerda). É um nó que ninguém consegue desatar. Mistura-se com interesses pessoais/corporativistas, e então tudo explode em mil pedaços e subdivisões: fragmentos de uma divisão interna incurável, que favorece a grande burguesia, pois uma esquerda democrática, e centro-esquerda, profundamente divididas são uma esquerda frágil. Incuravelmente fragmentada.
(28 de junho de 2018 - zé de LARA)


Truman Capote dizia sobre Jack Kerouac: “Ele não é um escritor. É um datilógrafo.”
Vamos admitir: é um desafôro da peste. Um descalabro da bobônica. Uma declaração de guerra. Mas eu vi, nos primórdios da década de 80, superdoutores dizerem que poesia marginal não é poesia. E diziam com muita convicção. De peito cheio.
Quer dizer: o amador sempre sou eu; o embusteiro. Os outros são profissionais. Sou eu quem sempre coloca a intuição acima da técnica, e isso é uma heresia inaceitável. Mas nós somos obrigados a achar tudo isso normal e recomendável para os nossos netos e bisnetos. É muito sapo-cururu pra ser engolido como o veneno mais doce e corriqueiro do mundo. Um sapão inchado, superdoutoral e ultratecnicista da gôta serena. Um estilo excessivamente meloso e um enredo excessivamente alongado, enjoadíssimo, mas que precisamos encarar e engolir como se fosse o auge da genialidade literária e metafórica. Profissionalíssima.
Convenhamos: na direção desse caminho, eu serei sempre, inarredavelmente, apenas um individualistazinho obcecado por experimentações formais e experiências pessoais incompletas, que mais atrapalham do que ajudam a massagear o ego das grandes e altas literaturas, pois a minha é apenas uma punhetinha experimental que nunca atinge o ápice dos grandes profissionais e homens sérios da literatura canônica ocidental.
Mas eu poderia dizer, parodiando Ginsberg: “Todo mundo é sério. Menos eu.” (mas não vou ousar dizer. Não vou perturbar o sonho altamente técnico dos grandes escritores. Me poupem.)

Então tá. Deixemos as intrigas poéticas e prosaicas no fundo do baú, ou embaixo do tapete, por mais corriqueiras que sejam, e cuidemos das nossas bulas egóticas generalizadas, e dos nossos pacotes artísticos que sonham transformarem-se em referências eternas e inquestionáveis. O curral dos outros. O inferno estreito e misoneísta dos outros.




O BOCA SUJA, O POETA MALDITO E O BOCA DO INFERNO.

A realidade brasileira é mais suja e infernal do que a literatura maldita. Lautreamont é uma criança inocente diante da nossa realidade cotidiana ultrajante e luciférica. As pornografias do maldito Gregório são uma piada inofensiva diante da superconcentração de renda e do falso moralismo hipócrita da cruel realidade tupiniquim, ou das diferentes injustiças perpetradas por setores do “vitorianismo” bíblico. Porém... eu jamais usaria esse luciferismo disfarçado, esse simulacro enjoativo, como desculpa pra sair dizendo putarias e pornofonias na cara de qualquer um, em qualquer lugar e em qualquer momento. Na literatura sim, eu uso termos chulos, mas no trato pessoal não (com raríssimas exceções “na hora da raiva”). Na arte sim, mas no convívio pessoal não (com raríssimas exceções “na hora da raiva”). Mesmo assim, mesmo usando o coloquial chulo em algumas passagens, eu reconheço a necessidade de avisar ao leitor que determinada literatura é imprópria para menores de 16 anos (ou 18, se for o caso). Nenhum leitor deveria sentir-se na obrigação de ler o que ele não está a fim de ler, seja “marginal” ou “canônica” a referida literatura. A decisão é dele. Nas Artes Visuais, em geral, reconheço que seria mais lúcido demarcar “territórios” e horários específicos. Salas específicas e horários específicos. (o risco de traumatizar uma criança, ou de “má” influência em pré-adolescentes, ao invés de estimular a visão crítica, é um risco que reconhecidamente existe, é uma possiblidade que não deve ser descartada “a priori” quando planejamos um determinado conteúdo para uma bora de arte).
No entanto... assistir ou não assistir é decisão exclusiva do público adulto e responsável, do “telespectador” lúcido e consciente. É decisão pessoal que não deve sofrer interferência de nenhum poder estabelecido em cada contexto.
Pornografia é uma discussão difícil, truncada; principalmente porque ela tem um lado de coisificação da fêmea, é verdade. Mas tem o lado da liberdade individual também, do livre arbítrio. Não devemos censurá-la, a pornografia, uma vez que é em nome da liberdade individual que algumas pessoas a exercem. O que faço é apenas desvelamentos da realidade concreta, interna e externa. Onde exponho vísceras da “condição” humana como ela realmente é; (é preciso muita coragem pra expor essas “vísceras”, pois a solidão ou a perseguição, frequentemente, são usadas pelos “normóticos” como punição existencial contra os transgressores ou rebeldes: as mulheres são as primeiras que se afastam, e com razão.)
Tem outro detalhe interessante nessa história: dizem, as más línguas, que a maioria dos pornógrafos não são pornófonos. E eu sempre desconfiei disso. Faz sentido. Já que tudo que for descarregado no “papel”, ou no computador, ou no palco, não precisará ser descarregado no dia-a-dia. A luta contra a moral burguesa oitocentista (vitoriana, puritana, “védica”, abraâmica, etc) deixou muita gente desnorteada, transtornada, atormentada, desmiolada (desde a Belle Epoque). Mas alguns conseguiram constatar que o grande lance não era alternar, simplesmente, do puritanismo “ocidental” para a depravação irresponsável. E alguns “piraram”, reconheçamos. Ou caíram em alguma variante de maniqueísmo dicotômico irresponsável ou autodestrutivo, através da recusa total de tudo que exalasse o menor cheiro de academicismo ou normalidade repressora.
Nem todo coloquial é chulo. Há um coloquial sardônico que não é, propriamente, um fescenino agressivo ou abertamente “depravado”. Mas a herança canônica e acadêmica sempre cultivou uma grande ojeriza em relação a qualquer tipo de coloquialismo, como parte de algumas limitações no estilo, no formato e no conteúdo, mais típicas do mundo acadêmico e canônico, incluindo também alguns limites ideológicos e “existenciais”, como forma de preservar uma suposta “pureza” e superioridade linguísticas ou evitar a ultrapassagem de determinadas fronteiras político-econômicas.
Na “pós-modernidade”, tornou-se bastante frequente o uso de uma escatologia despolitizada, sem teor crítico ideológico, ou insuficiente, que não deixa de ser uma variante de “arte pela arte”, às avessas, pois é assemelhada a uma postura de anti-arte que prioriza “a merda pela merda”. Não esqueçam que a anti-estética é também uma estética.
Há outros autores que narram grandes depravações em estilo exclusivamente clássico, absolutamente “higiênico”, sem usar um único termo chulo em setecentas páginas. (o Nabokov, por exemplo, no romance “Lolita”). Esse tipo de escritor parece-me estranhamente contraditório, ou no mínimo inautêntico, ou suspeito. Até porque esses tipos costumam julgar a maior parte da literatura não-canônica como um literatura de quinta categoria ou absolutamente desprezível, pra não dizer descartável. Falar de sexo e merda, ou do lixo em sentido geral, ou de aspectos escatológicos repulsivos, sem usar um único termo chulo, é realmente o auge do puritanismo “celestial”, ou de algum escapismo pra alguma torre de marfim da Linguística ultraintelectual, longínqua, inacessível para todos os que estão “à margem” da elite genial, bem longe das cruezas reais e literais do nosso cotidiano arrombado e fudido.
É demais pra mim. E eu tou cansado de repetir.
FUI.


DIVINA ARTE

Sinceramente: já estou mesmo cansado de falar sobre arte autofágica. Mas é impressionante como há sempre novas nuances pra serem abordadas. Por exemplo: no campo da separação entre a arte e o todo, ou na velha tática de usar a criatividade artística como subterfúgio para esconder “más” intenções, ou no velho esquema de afirmar que a arte é mais importante que a vida em suas diferentes facetas (inquestionabilidade e endeusamento com “segundas” intenções). Os objetivos escusos (por trás da divinização e da autofagia) podem ser de vários tipos: cooptação indireta por esquemas políticos vampirescos e predatórios, excessiva compartimentação como desidério para impedir ampliações perceptivas críticas, apego a falsas luminosidades artísticas “cegantes”, uso da fama como veneno doce para atrair cérebros vendáveis, manutenção das massas num patamar cultural baixo (insuficiente porque é também auto-ilusório), entre outros. Aqui poderíamos incluir uma determinada concepção de cultura que exclui aspectos como: relações de poder, mecanismos de dominação, modos de produzir, estratégias para ampliação da visão crítica, mutação interior, etc. Ou seja: o que é oferecido às massas são simulacros culturais, repetição de factóides, concepções ingênuas e acríticas, caricaturas inofensivas, arte superficial. Tudo isso sob invólucros artísticos e culturais. E o artista, muitas vezes, desavisado ou má-intencionado, vai a reboque dessas manipulações que usam fachadas “brilhantes” para atuar como maquinações que impedem a expansão da consciência em suas diferentes direções. Mas a vida é bem maior que esses esqueminhas cegantes (dionisíacos ou não). E frequentemente extrapola qualquer manipulação mascarada de arte e “cultura”. A multipolaridade imprevisível está sempre à espreita: grandes esquemas de dominação, inesperadamente, às vezes desmoronam como castelo-de-cartas em meio a ventanias imprevisíveis: “deuses” vêm e vão, são aves de verão. Poderes vêm e vão, são aves de verão. Simulacros vêm e vão, são aves de verão.


Excesso de gastos estatais é um velho problema que a velha esquerda sempre se recusou a enfrentar com os olhos abertos, entre outros imbróglios específicos que a extrema-esquerda sempre “empurrou com a barriga” ou simplesmente recusou-se a discutir com lucidez e hombridade, sem atentar para os riscos de estrangulamento contábil.
A vampirização dos cofres públicos tem sido a regra, exercida por patrimonialistas que se “apossam” dos cofres estatais, ou por assalariados do serviço público que colocam seus interesses pessoais e corporativos acima do equilíbrio contábil das contas públicas. E então muitas vezes o próprio governo apela para a emissão de moeda sem lastro, com várias consequências nefastas, como o aumento da inflação ou um grande endividamento decorrente do excesso de gastos mal-direcionados, muitas vezes resultando em “falência” estatal.
Esse tipo de vacilo foi, inclusive, cometido por Ernesto Guevara e Rui Barbosa, dois grandes cérebros ideológicos. O primeiro quando era ministro da Economia, em Cuba. E o segundo quando era ministro da Fazenda, aqui no Brasil. Mas a dificuldade maior, na realidade brasileira, é a arrecadação PROGRESSIVA de impostos, e o direcionamento do dinheiro arrecadado para a base da pirâmide social, visando à melhoria da situação dos assalariados, investindo no aumento de empregos, dos avanços trabalhistas e da distribuição de renda em geral, mas dentro dos limites da responsabilidade fiscal, tomando muito cuidado com desonerações e isenções, ou com a mera distribuição de esmolinhas, por conta da esperteza de grandes empresários ou do "lumpenzinato" escroque.
Realmente são muitos os aspectos problemáticos que os radicais e ortodoxos estão sempre se negando a reconhecer e encarar, em nome da aplicação de uma bula dogmática que já evidenciou seus limites e engessamentos, resultando em desajustes na relação entre tática e estratégia; muitas vezes descambando para radicalismos infantis e precipitados, quase suicidas. E é muito difícil resolvermos um problema que a gente não consegue sequer olhar pra ele, reconhecer que ele existe e olhá-lo de frente, corajosamente, ao invés de negá-lo ou fingir que ele não tem importância, como é o caso, também, da insuficiência de desempenho nos locais de trabalho, em alguns setores da base produtiva em geral, resultante do comodismo e do relaxamento individual. Enfim: é preciso coragem pra enfrentar diversos detalhes estranguladores que a esquerda dogmática recusa-se a reconhecer, e que estão emergindo com mais força neste início de século 21, incluindo as divisões intestinas dentro dos diferentes campos da resistência ideológica e cultural.
Não é mesmo?


Artistas burgueses “dionisíacos” ou “psicodélicos” são burgueses como outros burgueses quaisquer.
O primeiro lance é diferenciar “artista com fama” e “artista sem fama”: são duas condições existenciais bem diferentes. (todo mundo sabe que o artista que fizer, na sua arte, sérios questionamentos das relações de poder e dos mecanismos de dominação ficará “de fora” das benesses da grande mídia, do dinheiro e da glória individual: SABEMOS.)
Por que um artista com perfil mental dionisíaco ou psicodélico jamais se tornaria um burguês?? O dionisismo e a psicodelia, a priori, travariam o ego destas criaturas antes de qualquer emersão da ganância e da vaidade pessoais??
O segundo lance é repetir, sempre, que não estou defendendo uma arte prioritariamente atrelada à ortodoxia marxista ou anarquista estereotipada. (nunca é demais repetir: pra efeito didático.)
E de repente vem pra cima de mim um bando de “andorinhas” capciosas e “mariposas” miríficas globais pedindo minha cabeça e meu escalpo. Como se eu fosse político ou sindicalista. Ou burguês. (é pra se lascar.)
E tem também os radicalóides ditatoriais e os sonhadores delirantes no meu calcanhar. Também querem minha cabeça e meu escalpo. Ou seja: tou no meio de um fogo cruzado fuderoso: quem achar que é fácil, então experimente NA PRÁTICA, lá onde a porca torce o rabo e a cutia começa a “assubiar”.(é pra se arrombar.)
Vou repetir mais uma vez: não sou político. SOU POETA, e prosador. Escritor menor: sem fama e sem dinheiro. Tenho perfil mental de artista, e não de “gerente”. FAÇO POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR NECESSIDADE DE SOBREVIVÊNCIA.
me poupem!!!



MUTUCAS E CARAPANÃS

O dicionário Aurélio, o antigo, registra o termo “carapanã” como de origem tupi e como sinônimo de mosquito pequeno. Mas eu sei que existem carapanãs enormes e cabeludos, bem pretos, tão grandes de dar medo só de olhar pra eles. Eles são mesmo terríveis. Passei por poucas e boas, ao lidar com eles, nessa minha vidinha de “amante” da natureza (obviamente eu tinha uma visão ingênua da natureza, uma limitação perceptiva, pra usar outros termos): eu estava a reboque de visões infantilóides do tipo: a realidade é linda, tudo é belo, tudo é amor, o universo tem apenas positividades e nenhuma “negatividade”, etc, etc. Vocês sabem. Quanto às mutucas, não resta mais nenhuma dúvida.
Bom, quando eu morava no bairro de Dois Irmãos, convivi com uns carapanãs do tamanho de um botão. Mas os maiores que eu já vi, até hoje, foram uns que apareciam nas reuniões do Santo Daime, em Aldeia (Camaragibe). Esses sujeitos são capazes de furar até calça jeans (por favor, acreditem). Nas sessões, era preciso passar um creme repelente em TODO o corpo. Em Dois Irmãos, eu usava um repelente elétrico, que espanta mas não mata. Mesmo assim, alguns amigos do mundo “alternativo” tentaram me acusar de estar maltratando os coitadinhos dos carapanãs, e de estar usando uma química cancerígena terrível. A acusação não vingou, pois era um exagero evidente. Foda mesmo era tentar escrever à noite, quando eu não tinha dinheiro para comprar repelentes, de nenhum tipo. Era literalmente impossível suportar mais de meia hora daquele ataque infernal. Mas se a vida do escrevinhador tivesse apenas essa agonia, seria fácil escrever. Sabemos que há outras agonias bem maiores que essa na vida dos escritores. Já falei muito sobre elas. Não vou repetí-las aqui (eu ando muito repetitivo ultimamente, reconheço).
E então eu desistia de escrever. Ia pra rede, vestia uma camisa de mangas compridas. Botava o ventilador embaixo da rede, me cobria todo com um lençol grosso, e ficava escrevendo mentalmente. Depois, nos outros dias, se eu me lembrasse do que escrevi dentro da cabeça, tudo bem, eu repassava pro “papel”. Mas se eu não me lembrasse, estava tudo perdido para sempre.



PAZ &CARIDADE

Há dois tipos de caridosos: 1) O “ingênuo”, ou alienado, que acredita piamente que a caridade, em si mesma, é algum tipo de panaceia espiritual e social, utilizando-a como uma massagem no ego pra atenuar o sentimento de culpa e a crise de consciência: um ópio psicológico (enganar a si mesmo é mais fácil do que a gente pensa). 2) O “esperto”, ou conformado por convicção, que faz caridade para não lutar por transformação social, e usa a atitude caridosa como um álibi para enganar o seu “público” e posar para a coletividade como um tipo mental altamente evoluído e desapegado.
Obviamente não se trata de negar a importância da caridade: ela tem uma função no todo social, como atenuante das consequências do excesso de concentração de renda. Mas é preciso, também, alertar para os casos em que ela é manipulada como um substituto da luta maior por mudanças sociais mais profundas.
Acontece algo semelhante na dicotomia entre a paz conformista e a violência responsável, direcionada especificamente para a autodefesa e a luta por transformação sócio-econômica. E então a “cultura de paz” é usada, sorrateiramente, para incentivar o conformismo ideológico-existencial e a cristalização de modelos econômico-políticos altamente concentradores de renda e poder, pela via do escapismo ou da “cooptação”, em alguns casos específicos. E há também a própria dicotomia mental, subjetiva, mais frequente na herança ocidental, que estabelece uma separação maniqueísta e irreconciliável entre a paz absoluta e a violência necessária, evitando a alternância e a mistura entre os dois lados supostamente “contrários”, que são lados de uma mesma moeda, uma bipolaridade e uma infinidade de “pares de opostos”, entrelaçados dentro da teia cósmica, um fenômeno esmiuçado pela filosofia “alternativa” e campos do conhecimento não-positivista, embasados em fatos e evidências que emergem das multipolaridades cósmicas.
O risco maior, então, é a cristalização de uma postura mental extremamente maniqueísta e dicotômica, que endeusa totalmente a paz absoluta e demoniza totalmente a violência necessária (direcionada para a legítima defesa e para a luta por mudanças sociais e existenciais ampliadas).



OS CAFUÇUS E AS DONZELAS CASAMENTEIRAS.
Agora, aos 55 anos, tou profundamente convencido de que os cromossomos e hormônios influenciam a vida erótica e mental, das mulheres e dos homens, bem mais do que todos nós queremos admitir. E essa é uma constatação extremamente preocupante. Tenho a séria impressão que o amor romântico possessivo é pré-definido nas entranhas dos genes e dos memes femininos. E então... somente com um nível muito alto de autopercepção e visão ampla seria possível, para uma fêmea, conseguir administrar seus pendores “naturais” de uma forma mais livre e menos “caseira”. Seria sobre-humano. (A obsessão por um mesmo homem, na grande maioria dos casos, é bem mais forte do que o esforço pra libertar-se da gaiola caseira. Às vezes assemelha-se a uma tatuagem psicológica irremovível.)
Parece mesmo que a biologia influencia mais do que a cultura, no caso do amor romântico feminino, embora o mesmo seja resultante de uma mistura de influências biológicas e culturais onde o percentual de cada uma é muito difícil de ser quantificado na relação entre genes e memes (a Genética e a Memética misturadas num esforço de conhecimento desesperado e infrutífero, contra um “soft” que parece imutável).
Nem tudo pode ser explicado apenas pela “lavagem cerebral” perpetrada pelo velho patriarcado dentro dos lares que são núcleos de reprodução do falso moralismo e da ideologia burguesa, onde os interesses imediatos do ego individual de cada cônjuge e a reprodução dos genes familiares sempre falam mais alto, centrados nas necessidades materiais do futuro da prole. Mas aqui é preciso fazer uma ressalva muito importante: não se trata de extinguir a família, e sim de REDIMENSIONAR a família. E essa família REDIMENSIONADA é um alvo muito difícil de ser atingido, mas não é impossível. (não estou falando de casamento aberto).
“Arranjar um marido é uma arte, porém mantê-lo é um trabalho, árduo.” (Simone de Beauvoir).
Os cafuçus recifenses da década de 50 cunharam algumas frases terríveis. Eis duas delas: 1) “mulher tem prazo de validade”. 2) “o carro é setenta por cento da conquista”. Destas duas frases tenebrosas é fácil deduzir que o quinhão de beleza externa, na fêmea, e o quinhão de poder (ou dinheiro), no macho, são fundamentais na dinâmica interna do amor erótico. As exceções são raras, raríssimas. Quando a beleza externa feminina acaba, e os sonhos desmoronam, em muitos casos acontece de as fêmeas afundarem numa misandria horrível. E os homens, simplesmente, vão continuar tentado seduzir as “bonitas-e-gostosas”, com a misoginia dando as cartas a partir das profundezas do “id”, manipulando o ego, invisivelmente, a partir “de dentro”. Eis a triste e cruel realidade. A vida como ela realmente é, na grande maioria dos casos: EGO E POSSE. (Tenho a séria desconfiança de que é praticamente impossível uma mudança de HEGEMONIA do amor romântico para o “amor livre”. Nenhum macho divide beleza externa com outro macho.)
Os hippies tentaram a desvinculação entre luxúria e dinheiro, mas fracassaram. A luxúria tem uma dependência direta da beleza externa feminina. Nenhum macho “come” feiúra física numa fêmea: eles não se excitam com corpos femininos feios (sem um mínimo de formosura). Os homens devoram estética no corpo das mulheres. Aqui no Brasil, mesmo sendo um país politicamente depravado, a resistência cultural “alternativa” foi em vão. O amor romântico e a concentração de renda continuam hegemônicos. Os interesses da família “normal” e burguesa parecem imbatíveis, e uma boa parte do povo foi cooptada. E então a cooptação generalizou-se até a base da pirâmide social, alicerçada em interesses imediatos de sobrevivência ou riqueza. E o que é pior: evidencia-se, cada vez mais, que a cognição “mestiça”, na grande maioria dos casos, não consegue ir além dos limites existenciais e mentais da “normose” contextual e de certa limitação perceptiva, atualmente generalizadas e hegemônicas. Parece uma concordata coletiva, aceita pela maioria conformista e corrompida. (ninguém consegue dormir com um barulho desses).
CRUDELÍSSIMO.
CRUEL. CRUEL. CRUEL.



FÊMEAS.

Vocês não precisam fingir.
Esconder. Disfarçar.
Empurrar com a barriga.
Jogar pra debaixo do tapete.
Nosso país ainda é democrático.
E vocês podem chegar em público
e dizer abertamente:
“o que eu quero é amor romântico
com fidelidade”.
PRONTO. ESTÁ DITO.
Está colocada a gaiola de ouro.
Publicamente.
Qual é o problema??
Vocês não precisam fingir
que são liberadas.
Estamos num ambiente verdadeiramente democrático.
Vocês não precisam pescar machos no
campo dionisíaco.


PSEUDO-CAFUÇU

Nem tudo é machismo. É preciso mais atenção em determinados detalhes. Refletir mais. Investigar mais. Expandir mais a percepção. Saindo um pouco do umbigo ideológico e do imediatismo das avós-coruja.
Há machos que parecem cafuçus mas não são cafuçus. Então é preciso ter um certo cuidado pra não se precipitar nas conclusões. Avaliar com mais lucidez. Saber diferenciar os detalhes.
Por exemplo: masculinidade natural não é característica de cafuçu. Pois este caracteriza-se mais pelo “cinismo” e pelo erotismo “invasivo”.
E a “rudeza”, quando é excessiva, também não é natural: é prolongamento do “ego” inflado.
Tá certo??


DEBATE BOM.

Os melhores debates geralmente acontecem nas mesas-de-bar. O problema é o risco do álcool subir para o sétimo chacra. O que torna esses debates mais perigosos do que os debates tradicionais. Porém são mais estimulantes.
Eu ainda prefiro as mesas de bar para os debates mais interessantes, e não os auditórios e os esquemas repetitivos do mundo acadêmico estreito e castrador, apesar do risco de brigas ser menor.
Mas briga tem em todo canto. Nas academias também tem brigas: sanguinárias guerrinhas epistêmicas e ideológicas.
Onde não tem??


DISFARCE

Ainda tem muita gente insistindo nesse papo de Qualidade Total.
Mas...
uma cooperativa horizontalizada é bem diferente de uma empresa administrada com um esquema de Qualidade Total.
Abranger todos os envolvidos no gerenciamento de um determinado produto, incluindo uma parte do público-alvo, nem sempre quer dizer que a orientação geral será horizontalizada, ou que haverá desconcentração de poder e distribuição de renda. Na verdade, é um esquema para aumentar a produção e o lucro, aumentando também a exploração dos assalariados. É uma “inovação” prejudicial para o trabalhador.
Um esqueminha “pós-fordiano” para aumentar a extração de “mais-valia”.


ALOPATIA CARNICEIRA.

A indústria farmacêutica é foda mesmo.
Muito poderosa.
Conseguiu tirar de circulação o extrato líquido de Espinheira Santa, usando a desculpa de que não há comprovação científica para o combate à gastrite com essa planta.
Na verdade, o objetivo era eliminar a concorrência ao Omeprazol, que é o remédio alopático específico para gastrite.
O Omeprazol funciona contra a gastrite, mas os remédios naturais têm a grande vantagem de evitar os efeitos colaterais, e o preço é menor. Mas aí chega a Vigilância Sanitária e proíbe a venda do extrato líquido de Espinheira Santa, usando a desculpa esfarrapada de que não há comprovação científica. (é foda!)
Mas eu comprovei a eficiência do extrato.
Várias vezes fiz a gastrite recuar com o extrato líquido de Espinheira Santa. Foi empírico e experimental. Portanto foi “científico”.


Arte e política.


Dos três principais muralistas mexicanos,
apenas Siqueiros era stalinista.
Rivera, ex-marido de Frida, era trotskista.
E Orozco poderia ser considerado um expressionista (à esquerda, embora não tivesse ligação direta com “tendências” partidárias).
A vida desses três muralistas foi marcada por conflitos com poderes contextuais, alguns exílios e perseguições ideológicas. Mas também tiveram seus momentos de apoio estatal e negócios com empresários bem sucedidos, como Rockfeller, por exemplo.



QUIMERA.

Quando Dom Alonso Quijano recobrou a lucidez, e voltou para a casa dos pais...
em pouco tempo depois adoeceu e morreu. Certamente somatizou. Mas somatizou o que exatamente?? Lamúrias do eixo “ego-id” tornadas interiormente vingativas pelos interesses seculares do inconsciente coletivo?? Quais lamúrias exatamente?? ESPECIFICAMENTE.
Porém o que mais me espanta é o fato de que o Cervantes antecipou essa temática da somatização, com uma terminologia pessoal, evidentemente.
Ainda me espanta muito essa grande sacada intuitiva do Cervantes. Foi realmente uma antecipação genial.
Assim como também Machado de Assis antecipou a discussão da “antipsiquiatria” na novela O ALIENISTA.
Genial também.


HEGESIAS, o pateta.

Alguém poderia imaginar um sujeito mais patético do que o Hegesias de Cirene??
Um cara que chegou aos 80 anos pregando
o suicídio que nunca praticou:
é muita cara de pau.
A Baleia Azul é fichinha perto desse palerma periculosíssimo.
Sou mais o Diógenes, de Sínope,
batendo punheta no meio da Ágora.


um arqueiro zen e um samurai pirado.

...
tenho aconselhado as fêmeas a aprenderem artes marciais e tiro-ao-alvo, mas elas não me escutam. (elas preferem o romantismo ingênuo e o pacifismo incapaz de autodefesa.)
abordei o problema do estupro várias vezes nos meus escritos, e narrei um deles numa novela de minha autoria.
Me acusar de "machinho escroto" seria burrice, ou percepção limitada.


TÁTICAS & ESTRATEGIAS.

Eis as principais “táticas” usadas pelo Sudeste-Sul para vampirizar o Nordeste:
1) Manter a maior parte das verbas públicas no Sudeste-Sul.
2) Exploração mão-de-obra barata nordestina.
3) Cobrança de impostos no local de produção, e não no local de consumo.
4) Empresas sulistas que exigem baixo custo de produção e baixos salários para se instalarem no Nordeste.
5) Exploração “desequilibrada” das riquezas naturais do Nordeste.


Divisões intestinas.

Estou sempre relembrando as disputas territoriais entre eslavos, germânicos, vikings e tártaros. Um eterno retorno da antiquíssima questão tenebrosa de espaços vitais e mortais.
E agora com os lagos siberianos borbulhando metano, novas hordas de “sármatas” começam a descer outra vez na direção do centro europeu. E outras hordas de “hérulos” e “lombardos” planejam novamente ocupar os Pireneus.
...
Alianças esdrúxulas impensáveis há dois anos atrás.
Agora falta apenas os mongóis aderirem também.
Aí fudeu tudo mesmo.
Podem dizer que arrombou tudo.



BITCH.

Santa Maria Egipcíaca tinha olhos castanhos
e cabelos marrons.
Praticou prostituição física, mas não prostituição intelectual, antes de se converter ao cristianismo ortodoxo.
2.800 anos depois, ela parece dizer assim: “Sou o que sou: bipolar, como a Terra. Meus lados alternam-se e misturam-se desde Eridu e Jericó. Sou pletora. Sou plena. Sou tudo.”
E a santa do “pau oco” rangia seus dentes e suplicava “insights”. Seus olhos ardiam em febre alta, de travessias soturnas e purgatoriais. Como Santo Antão, que via dragões e outros bichos e almas penadas, até desmaiar, e retornar mais equilibrada e consciente.

(dedicado a Manuelzinho do Recife.)



IMORTALIDADE & interesses pessoais

Muita gente boa já escreveu sobre esse tema. E eu vou tentar resumir o meu vômito pessoal, aqui nesta minicrônica, o máximo possível.
Sinceramente, mas sinceramente mesmo: não estou mais obcecado em imortalizar minha herança artístico-literária, ou eternizar minha alma individual. Mas também não estou, no extremo inverso, pedindo e insistindo para que a “hierarquia” cósmica faça a extinção total da minha literatura ou do meu espírito. O que for, será. Eu aceito. Se é o nada, é o nada. Se não é o nada, seja o que quiser a “hierarquia” cósmica. Sei que sou apenas fagulha (ponte, e não fonte). Mas tudo ressurge do pó cósmico. E o resto não é comigo. Outros “LARAS” ressurgirão da poeira cósmica? Isso não é comigo. Já fiz minha parte: escrevi oito livros, lutei por justiça social, e fiz muita busca “espiritual”. Tou com a consciência tranquila. E é só. Apenas fiz a MINHA aposta. O resto será decidido pela “teia” universal, o “rizoma” cósmico eterno.
Obviamente, não vou “rezar” para objetivos egóicos: eternidade, dinheiro, brilho pessoal, vantagens familiares, milagres, etc. Mas também não sou, nem quero ser, nenhum “santo” pobretão ou eterno anátema. Tou no meio, tentando me equilibrar no mesmo “fio de navalha” de todos nós, embora não esteja tão vinculado ao horror de ser comum ou finito, mas deseje, como todo mundo, um quinhão de prestígio e fama. E aceito a morte e suas funções nos jogos dialéticos, biológicos, espirituais, universais, etc.
Sempre fui inculcado com o excesso de ânsia de imortalidade, prestígio pessoal e poder hierárquico. E esse imbróglio sempre me pareceu “pré-cósmico”. Ou seja: uma gestação que precedeu o aparecimento dos primeiros símios e hominídeos (muito difícil de ser investigada sem fórmulas igrejeiras ou “positivistas”). É uma velha história, e eu já escrevi sobre isso. Estou tentando, nesta minicrônica, enfatizar aspectos pouco abordados (insuficientemente abordados). Acredito que, no fundo do fundo, há, no ser humano, uma antiquíssima ânsia de querer igualar-se a “deus”, e eternizar o “ego” individual. Velha história. Muita gente boa já escreveu sobre isso. Será que vai continuar assim até a extinção da espécie? Ou, em algum momento da trajetória humana, acontecerá um “milagre”, e essa obsessão será superada?
Cada um que administre as suas dosagens de “carne” e os seus interesses seculares, dissimulados ou não. Simulacros à parte, eu tenho os mesmos interesses dos homens comuns. Já disse. Também quero proteção e vantagens para a minha família, os meus “genes”, mesmo que apenas até certo ponto. E se a escuridão e a podridão e o vampirismo que imperam entre os humanos é mais responsabilidade cósmica que humana, então ótimo: pense num alívio. Porém se é mais responsabilidade do ego humano, eu assumo minha parcela de “culpa”, minha dosagem de participação, numa boa, numa tranquila. Não acredito que Bach seja maior do que “deus”, mas também não quero zerar o ego, o poder, a fama. Cada coisa tem a sua função no todo. E cada um que gerencie as suas porcentagens.







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