quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

BIOGRAFIA II

Zé Luís Miranda (poeta LARA) nasceu em Bom Conselho (Pernambuco), no primeiro dia do mês de dezembro de 1960, às 10:00 horas da manhã.

Quando "Lara" diz que é alterego de Zé Luís, ele está dizendo que é mais, muito mais, que um mero pseudônimo. Ele está querendo dizer que é um pedaço da personalidade de Zé Luís, da carne psíquica de Zé Luís, o funcionário público. Eu estou falando de bipolaridades dentro de multipolaridades dentro de ultracomplexidades dentro do insondável. Para bom entendedor, duas palavras bastam. Outra coisa: não se esforce para descobrir quem está narrando esta biografia íntima de "Lara". Poderia ser um alguém qualquer, e poderia ser outro heterônimo de Zé Luís. Bom, esqueça isso, é muito complicado. Além do mais, não importa mesmo quem está narrando.

Quando Zé Luís fala que tem dificuldade em trabalhar o seu lado mais racional, ele não está culpando "Lara", um de seus heterônimos, ou melhor, seu alterego principal, por causa dos pendores saturninos /dionisíacos / místicos / abissais deste alterego. Ele, Zé Luís, está apenas querendo dizer que não é fácil pra ninguém lidar com abismos e pélagos desta envergadura.

Já eu mesmo, quando olho para os dois, vejo dois pólos que se complementam. Um, lidando com o lado mais racional-administrativo, necessário para as quantificações e tarefas do dia-a-dia. O outro, lidando com os abismos do inconsciente coletivo e pessoal, o que é necessário para os esforços de crescimento espiritual e artístico. De vez em quando, rola um curto-circuito, mas, entre mortos e feridos, sempre escaparam todos, chamuscados, mas vivos, e relativamente lúcidos.

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